Os militares de alta patente, que vivem de volumosos salários pagos pelos brasileiros, têm um sistema de saúde público de primeiro mundo. Os militares não precisam pagar um tostão com saúde e não pagam planos de saúde. Eles têm atendimento gratuito e de qualidade em hospitais reservados. Não há filas de espera. Tudo pago com dinheiro público.
Na crise da pandemia de Covid-19, os militares tiveram leitos ociosos enquanto a população brasileira morria nas filas dos hospitais. Em vez de tentar acabar com esse privilégios horrendos, os militares ligados à extrema direita bolsonarista, querem acabar com o que funciona de saúde gratuita para a população.
Em evento na última quinta-feira (19), os Institutos ligados a militares de extrema direita lançaram um documento chamado O Brasil em 2035, com a presença do vice-presidente Hamilton Mourão. O documento de 93 páginas foi desenvolvido por militares e civis e aborda 37 temas estratégicos.
Entre as propostas, está o pagamento de mensalidade pela classe média pelas universidades públicas e pelo atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), o que deveria começar em 2025. “Além disso, a partir de 2025, o Poder Público passa a cobrar indenizações pelos serviços prestados, exclusivamente das pessoas cuja renda familiar fosse maior do que três salários mínimos”. Ou seja, o documento mostra que a elite militar se considera proprietária dos recursos públicos e só eles devem ser beneficiados. Em um eventual segundo mandato do presidente Jair Bolsonaro (PL), o projeto pretende acabar com o acesso à saúde e à educação gratuita no país.
Enquanto a população paga por saúde e educação, os militares ficam com escolas gratuitas e saúde gratuita. Segundo os próprios militares reconhecem, o Serviço Público de Saúde dos militares, pagos pelos brasileiros, é muito estruturado e está presente em todas as Forças Armadas Brasileiras. “Hospitais militares figuram entre os melhores do país e são destinados ao atendimento dos militares e de seus dependentes. Eles contam com profissionais altamente capacitados nas mais diversas especialidades”, diz publicação militar.
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