Lula, capa da Time, consegue fazer a aliança eleitoral mais ampla desde 1989

Na semana em que o ex-presdiente Lula é capa da Time é também a semana em que a chapa do petista para as eleições presidenciais de outubro deve ter a articulação mais ampla da história, em comparação às outras cinco vezes em que o ex-presidente disputou as eleições para o Palácio do Planalto.

Com o apoio do Partido Solidariedade, confirmado em evento na manhã de terça-feira (3), Lula chegou ao sétimo partido que declara apoio à sua incursão eleitoral. Até o momento, além de seu próprio partido, Lula já havia recebido o apoio do PCdoB e do PV, que compõem uma federação com o PT, do PSB, partido do ex-governador Geraldo Alckmin, postulante a vice na chapa presidencial, da Rede e do PSOL, siglas que também estão unidas pelos próximos quatro anos por meio de uma federação para disputa eleitoral.

Em 1994, a chapa de Lula para a disputa do Palácio do Planalto também angariou a demonstração de apoio de sete siglas. À época, a Frente Brasil Popular pela Cidadania reuniu PT, PSB, PPS, PV, PCdoB, PCB e PSTU. Apesar do mesmo número de partidos, a articulação construída em 2022 é mais ampla por reunir siglas que não estão à esquerda do espectro político, como o próprio Solidariedade.

Nas candidaturas vitoriosas de 2002 e 2006, Lula também reuniu apoios de partidos de centro-direita e direita. Em 2002, contou com a presença de PL e PMN na articulação. Quatro anos depois, conseguiu incluir o PRB na lista de siglas aliadas. Nas duas ocasiões, contudo, o número de partidos foi menor, em comparação a este ano: cinco em 2002, três em 2006.

Na nova edição da Time, o ex-presidente Lula (PT) foi definido como o “presidente mais popular do Brasil” . “O segundo ato de Lula”, diz o texto: “o presidente mais popular do Brasil retorna do exílio político com a promessa de salvar a nação”. A reportagem diz que Lula, aos 76 anos, “esperava uma vida mais tranquila longe dos salões do poder”. “A política vive em cada célula do meu corpo, porque eu tenho uma causa. E nos 12 anos desde que deixei o cargo, vejo que todas as políticas que criei para beneficiar os pobres foram destruídas”. (Com informações do Brasil de Fato e 247)

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