‘Abdias Nascimento: um artista panamefricano’ expõe cerca de 60 obras, destacando a experiência negra na América Latina

Em São Paulo – De 25 de fevereiro a 5 de março, poderá ser vista no MASP – Museu de Arte de São Paulo, a exposição Abdias Nascimento: um artista panamefricano.

Abdias Nascimento (1914–2011), artista, intelectual, ativista político, dramaturgo, ator, escritor e diretor, que foi uma figura multifacetada e fundamental da história do Brasil, ganha uma mostra monográfica no MASP. Intitulada Abdias Nascimento: um artista panamefricano, trata-se de uma exposição fundamental em torno de sua produção artística e enfatiza sua contribuição para a pintura brasileira.

Abdias Nascimento, Okê Oxóssi, 1970, Acrílica sobre tela, 92 x 61 cm, Acervo MASP, doação Elisa Larkin Nascimento| Ipeafro, no contexto da exposição Histórias afro-atlânticas, 2018

A mostra reunirá cerca de 60 trabalhos de sua fase mais profícua – desde o início de sua produção em 1968 até o ano de 1998 – e enfatizará o repertório de ideias, cores e formas do movimento pan-africanista, com noções, fontes e imaginário latino-amefricano – como cunhou Lélia Gonzalez (1935–1994) para se referir à experiência negra na América Latina. 

Em 1968, ano que marca o início de sua produção de pinturas e sua mudança para os Estados Unidos, Nascimento já era nome laureado no Brasil, tendo participado da formação da Frente Negra Brasileira, movimento e depois partido político da década de 1930; da fundação do Teatro Experimental do Negro, o TEN, uma das mais radicais experiência de dramaturgia do país, nos anos de 1940; realizado o concurso “Cristo de Cor”, com a participação de artistas diversos, como Djanira, para a representação de um Jesus negro, em 1955; e idealizado o Museu de Arte Negra, na década de 1960, cujo acervo é referência nos debates sobre museus e comunidades.

Seus trabalhos de artes visuais foram mais celebrados em solo estadunidense, onde realizou exposições no conceituado Studio Musem Harlem, em Nova York, no Fine Arts Museum, em Syracuse, e na Crypt Gallery (da Universidade de Columbia). No Brasil, sua faceta de artista ainda precisa ser afirmada – esta é também uma das razões para esta mostra e o catálogo que a acompanha. 

A Mostra tem curadoria de Amanda Carneiro, curadora assistente do MASP, e Tomás Toledo, curador-chefe do MASP.

Mais informações e ingressos no SITE do MASP.

(Carta Campinas com informações de divulgação)

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