Após 570 mil mortes de brasileiros e 20 meses desde que a Organização Mundial da Saúde anunciou a descoberta de um novo coronavírus e a situação de emergência mundial, o governo de Jair Bolsonaro resolveu fazer um “evento-piloto”, ou seja, um evento inicial sobre testagem da população. O evento também acontece após o TCU (Tribunal de Contas da União) obrigar o Ministério da Saúde a usar os testes comprados pelo próprio governo federal.
Fortemente recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), principalmente no início da pandemia, a testagem em massa era uma das poucas formas de controlar a pandemia durante o primeiro ano em que não havia vacina.
Vários países conseguiram controlar a pandemia com a testagem em massa e o isolamento de pessoas com teste positivo. Durante a pandemia, o governo de Bolsonaro e o próprio Bolsonaro defendiam a ‘imunidade de rebanho’, cujo objetivo era contaminar o maior número de pessoas, pouco se importando com o número de mortos. O líder do governo, Ricardo Barros, chegou a afirmar que “Bolsonaro queria contaminar 60% da população”
O inacreditável evento-piloto de testagem ocorreu neste sábado, 14 de agosto de 2021, em Brasília. Segundo o governo, o plano prevê a entrega de 4 milhões de testes nos próximos dias.
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