O juiz covarde

.Por Marcelo Mattos.

Medo, venalidade, paixão partidária, respeito pessoal, subserviência, espírito conservador, interpretação restritiva, razão de estado, interesse supremo, como quer te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz covarde”. (Rui Barbosa)

(foto pedro frança – ag senado)

Finalmente o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) por 7 votos a 4, concluiu o julgamento suspenso no dia 22 de abril último, declarando a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro nos processos movidos contra o ex-presidente Lula. Esta decisão que, definitivamente, evidencia a suspeição criminosa, persecutória, não apenas do ex-juiz que conduziu a criminosa “Operação Lava Jato”, mas o ardil de alguns membros do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Os votos terminais, vergonhosos dos ministros Marco Aurélio que vê na figura infame de Moro “um herói”, deliberadamente agiu sem a mínima observância a legalidade e defesa do Estado de Direito, e o voto obsceno do ministro Luiz Fux que, num surto raivoso, extemporâneo e desmedido de pretensa justicialidade, chamou de criminoso um réu absolvido das acusações forjadas e tornado inocente das perseguições sofridas.

Lamentavelmente, a presidência do STF (quem diria?) transformou-se num dístico ou legenda de botequim secos e molhados lavajatista: “In Fux we trust”.

Todos sabemos que o verdadeiro autor de crimes contra o direito, justiça e a democracia é um “herói” roto e ribaldo, o ex-juiz e ministro do desgoverno genocida Sérgio Moro. Este, sim, destruiu a indústria de base e empresas nacionais, estabeleceu uma matilha de cleptocratas de togas através do “lawfare”, politizou diversas ações do judiciário para impor ao país um estado de exceção para alcançar satisfações políticas e vantagens pessoais.

Tais votos fatídicos, somente expõe a servidão de um judiciário parcial, alinhado exclusivamente para o garantismo de uma classe abastada, de uma elite mercantil, cultuada pelos mesmos magistrados de “trust and wallet”, por crenças, verdades e “money”, além do fim do estado democrático e de direito.

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