.Por Marcelo Mattos.
Nada além do fronte, mais nada faz sentido diante das 254 mil mortes veladas, em progressão geométrica em “v”, trazidas à luz da santa insanidade pátria desterrada.
Nada, absolutamente nada, nos resta a lamentar, quer pelas vítimas passadas e presentes, quer pelos discursos-perdigotos, pelo insanável, simples e cálido desejo de matar (o próximo, o inimigo pródigo, o filho desta desvalida “mãe gentil”); matar, preferencialmente, o mais rápido e urgentemente possível pela oficialidade de plantão.
Por ora, matar é que mais importa, matar é a única coisa que nos prostra resistindo na mesma cruz, imersos na mesma nau etérea, nos mesmos becos e vielas, nos leitos enternecidos ainda existentes, intubados, inertes e sem oxigênio.
A ode à morte ainda ressoa (até quando?) nos desmandos pelo desuso das máscaras, pela aglomeração atormentada, na dor intramuscular, na ausência ardilosamente logística de vacinas, pela liberdade meticulosa ao ódio, a mediocridade nefasta, negacionista e genocida dos mandatários.
Valsemos à beira das covas rasas, sob os olivais de túmulos sem nomes, sejamos os varões de galas e insígnias, morramos todos abraçados às ninfas esfarrapadas e mortuárias, no mais arlequinal, cloroquinal festim da morte premeditada, preventiva…
Obra do artista Paulo Agi, intitulada "O que sobra da caça" (2025). No próximo sábado,…
(foto divulgação) O espetáculo “Assaga: Uma Aventura de Palhaça”, em cartaz nesta quinta-feira, 22 de…
(imagem kampus - pxl) Assim como aconteceu recentemente na Austrália, o Reino Unido lançou nesta…
(foto: reprodução instagram) A flautista Tahyná Oliveira e o sanfoneiro Edu Guimarães apresentam o show…
(foto fernando frazão - ag brasil) A primeira edição Exame Nacional de Avaliação da Formação…
(foto heloisa bortz - divulgação) Em São Paulo - O diretor e dramaturgo Marcos Damigo…