Deputado de Campinas foi articulador do Golpe de 2016, revela livro de Eduardo Cunha

O ex-deputado Eduardo Cunha revela em livro que o deputado de Campinas, Carlos Sampaio (PSDB), foi um dos articuladores do Golpe Parlamentar de 2016, que destruiu a economia e abalou a democracia brasileira. E, como consequência, levou ao poder um grupo de lunáticos de extrema-direita. Sampaio foi o líder do PSDB no Golpe e participou ativamente da conspiração com Michel Temer (PMDB), revela o livro. Veja mais:

(imagens reprod – ag brasil)

Do 247 -O aguardado livro “Tchau, querida”, do ex-deputado Eduardo Cunha, confirma, para a História, o que todos os brasileiros com acesso à informação e honestidade intelectual já sabem: a ex-presidente Dilma Rousseff foi vítima de um golpe de estado, que destruiu a democracia e vem também destruindo a economia brasileira. Cunha, que foi aliado do ex-presidente Fernando Collor, diz que o PT teve papel importante no afastamento do primeiro presidente da Nova República e diz que “quem com golpe fere, com golpe será ferido”.

No livro, ele revela o papel vil desempenhado por Michel Temer, que traiu a ex-presidente. “Temer foi sim o militante mais atuante e importante. Sem essa sua atuação não teria havido o impeachment. Não foi apenas o destino, ou simplesmente a previsão constitucional, que fizeram Michel Temer presidente da República. Ele simplesmente quis e disputou a presidência de forma indireta”, escreve Cunha.

Sobre os articuladores do golpe, Cunha aponta o dedo para o PSDB, na figura do então líder Carlos Sampaio, e para Rodrigo Maia. “Foi no apartamento de Rodrigo Maia, em São Conrado no Rio de Janeiro, em 10 de outubro de 2015, em uma reunião articulada por ele, com o então líder do PSDB Carlos Sampaio e o então líder da minoria Bruno Araújo, que se decidiu a mudança, exigida por mim do pedido de impeachment, que tinha sido apresentado na Câmara”, escreve.

Baleia Rossi

O ex-deputado também menciona o papel de Baleia Rossi. “Baleia Rossi, vem a ser filho de Wagner Rossi, ex-deputado e principal ‘parceiro’ político de Michel Temer. Wagner ocupou vários cargos por indicação de Michel, dentre eles a presidência da Companhia Docas de Santos, a Conab e o Ministério da Agricultura, nos governos de Lula e Dilma. Ele acaba demitido por Dilma, debaixo de suspeitas de irregularidades, chegando até a ser preso no inquérito dos portos, que envolve Michel Temer (…) Na verdade, Michel Temer o queria ter feito ministro, para desagravar ao seu pai, demitido por Dilma, mas, Baleia respondia naquele momento pela investigação de fraudes na merenda escolar de São Paulo (…) Para quem não sabe, coube a Wagner Rossi, a aproximação entre Michel Temer e Joesley Batista”, aponta. (Do 247)

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