O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou o senador Flávio Bolsonaro, seu ex-assessor Fabrício Queiroz e outras 15 pessoas de integrarem o esquema de pagamento de “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Dentre os indicados, estão a mulher do senador, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro (que é nora de Bolsonaro), e o chefe de gabinete dele, Miguel Ângelo Braga Grillo, além da esposa de Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar, e as filhas, Nathalia e Evelyn Melo de Queiroz, que foram lotadas no gabinete de Flávio Bolsonaro como deputado estadual e faziam repasses sistemáticos de dinheiro para a conta do ex-assessor.
Segundo o jornal O Globo, a lista de denunciados conta com vizinhos e amigos indicados por Queiroz, como Luiza Sousa Paes – que apresentou aos investigadores extratos bancários e diz ter sido orientada a devolver a maior parte de seus pagamentos. Outros nomes citados são os de Danielle Nóbrega e Raimunda Veras Magalhães, ex-mulher e mãe de Adriano Nóbrega, ex-capitão do Bope e líder do Escritório do Crime, milícia de Rio das Pedras, morto em fevereiro na Bahia.
A denúncia foi protocolada em 19 de outubro, mas só se tornou pública na madrugada desta quarta-feira. O documento aponta o filho do presidente Jair Bolsonaro como líder da organização criminosa, e Queiroz, como o operador do esquema. Ambos foram acusados pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. (Do GGN)
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