Vereadores de Campinas cancelam eventos públicos e pedem ação do governo e do Ministério Público

A Câmara de Vereadores de Campinas cancelou todos os eventos com público – audiências públicas, palestras, debates e reuniões. Após avaliar o desenvolvimento da situação no final de semana, os vereadores deverão confirmar que os cancelamentos devem durar por 15 dias e também definir a situação das reuniões ordinárias. A tendência é que elas passem a ser realizadas sem a presença do público, que poderá acompanhar tudo pela TV Câmara Campinas, e com o mínimo possível de servidores presentes.

Pedro Tourinho (foto de vídeo -rede social)

Segundo informação da Câmara, a intenção é evitar, tanto interna quanto externamente, eventos que gerem aglomerações públicas – já que segundo a literatura médica disponível as ações mais efetivas para moderar a curva de disseminação do Coronavírus (Covid-19) são as que diminuem o contato social entre as pessoas.

A Comissão de Planejamento Estratégico de Emergência para desenvolver estratégias e ações de prevenção ao Coronavírus no âmbito do Poder Legislativo já encaminhou uma série de ações.

Os vereadores Pedro Tourinho (PT) e Paulo Haddad (Cidadania), ambos médicos e integrantes da comissão, enviaram um ofício pedindo ação do Ministério Público. No entendimento dos parlamentares, os eventos públicos da cidade devem ser adiados.

Em rede social, o vereador Pedro Tourinho, demonstrou preocupação com a situação do Brasil. “É trágico que tenhamos nesse momento a liderança política e econômica que temos no Brasil”, afirmou. Para ele, a crise do coronavírus exigiria dos nossos governantes uma inteligência e um compromisso com o bem estar do nosso povo que eles evidentemente não demonstram ter.

“Na estúpida fala de Jair Bolsonaro dizendo que o coronavírus é uma gripe qualquer, na abjeta fala de Paulo Guedes dizendo que com 4 ou 5 bilhões liquidamos o coronavírus, dado que a saúde já tem muito dinheiro, na falta de compreensão sobre a necessidade da ação governamental para evitar que a recessão econômica que se avizinha seja mais amena, passando pela lentidão na liberação de novos recursos para a preparação dos serviços municipais e estaduais de saúde para enfrentar a epidemia e incluindo a manutenção de regras draconianas de austeridade que sacrificam e sufocam o sistema único de saúde há anos, o que vemos é inépcia, oportunismo e a absoluta inadequação desses senhores para enfrentarem a crise na qual o Brasil se afunda”, anotou. (Com informações de divulgação)

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