Na véspera do Natal de 2019, em 20 de dezembro, o governo Bolsonaro publicou o Decreto nº 10.185 que extinguiu mais de 27.500 cargos efetivos do quadro de pessoal do governo federal. Nessa mesma época, a China já registrava os primeiros casos de coronavírus.
Desses 27 mil cargos extintos, quase a totalidade, mais de 22 mil, foram do Ministério da Saúde. E pior, grande parte desses cargos são de combate a endemias (quando uma doença se espalha em uma determinada região). Os mesmos agentes trabalham em casos de epidemias e pandemia.
O órgão, que hoje é responsável pelo enfrentamento do coronavírus, foi totalmente impactado pela medida de reestruturação para economizar recursos, dentro da política neoliberal de Estado mínimo. A medida reduziu exatos 22.476 cargos do Ministério da Saúde, o que representa cerca de 81% do total de cargos extintos.
Para se ter uma ideia, foram extintos 10.661 cargos de Agente de Saúde Pública. O próprio secretário do ministério, Wagner Lenhart, afirmou na época que os cargos mais afetados eram de combate a endemias.
“Isso não terá repercussão no âmbito do Ministério da Saúde e se deve, em grande parte, à extinção de cargos de natureza operacional no combate e controle de endemias e de cargos vagos de unidades hospitalares, que hoje já são de competência de outros entes federativos”, afirmou o secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal, Wagner Lenhart, em nota. (Carta Campinas/Agência Brasil)
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