Em São Paulo – Pode ser vista até o dia 1º de março de 2020 no MASP (Museu de Arte de São Paulo), a exposição “Anna Bella Geiger: Brasil nativo/Brasil alienígena”.
Anna Bella Geiger (Rio de Janeiro, 1933) é uma artista pioneira no cenário brasileiro, com uma obra de caráter verdadeiramente inovador e experimental, que cruza dimensões e simbologias de ordens política e pessoal, corporal e conceitual, formal e estética. Geiger foi uma das primeiras artistas a ter engajamento com a arte abstrata no Brasil, participando da histórica e inaugural exposição de arte abstrata no Brasil, no hotel Quitandinha, em Petrópolis (RJ), em 1953. Trabalha também, desde os anos 1970, com vídeo, arte conceitual e arte postal.
Organizada pelo MASP em parceria com o Sesc São Paulo, esta mostra toma emprestado o título de um dos trabalhos mais emblemáticos de Geiger, Brasil nativo/Brasil alienígena (1976/1977), que é utilizado como ponto de partida e eixo condutor da exposição. Nessa série, a artista se apropriou de cartões-postais que representam de forma idealizada o cotidiano dos Bororo, povo indígena do Mato Grosso. Estas imagens revelam-se bastante perversas quando se leva em conta o contexto do Brasil nos anos 1970, em que os povos indígenas estavam sofrendo com a violência das políticas de Estado do governo militar. Para cada postal a artista elaborou releituras a partir de retratos de si mesma e de sua família, feitos na varanda de sua casa. Neste trabalho, como em vários outros, Geiger questiona as narrativas hegemônicas, o passado colonial brasileiro e a realidade social do país, articulando política, autorrepresentação, ironia e ficção, a partir de uma perspectiva muitas vezes autobiográfica.
A mostra reúne 190 obras, dos anos 1950 aos dias de hoje, em diferentes formatos, suportes e linguagens, e que atestam a extraordinária amplitude do trabalho de Geiger. Nesse sentido, a exposição abrange a abstração informal, o interesse da artista pelo interior do corpo humano, o autorretrato, mapas, geografias, paisagens, equações, bem como a crítica do sistema das artes e a análise de questões políticas e históricas do Brasil.
No MASP, o percurso da artista é apresentado em sete núcleos: Autorretratos (1951-2003), Viscerais (1965-1969), Mapas e geografias (1972-2018), Sobre a arte (1973-2018), Cadernos (1974-1977), História do Brasil (1975-2015), e Macios e noturnos (1984-1986). No Sesc Avenida Paulista, são expostas três instalações históricas de Geiger remontadas especialmente para a exposição — Circumambulatio (1972); Mesa, friso e vídeo macios (16a Bienal de São Paulo, 1981), e Indiferenciados (2001) —, além de três vídeos — Passagens 1 (1974), Passagens 2 (1974) e Telefone sem fio (1976).
A curadoria é de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP e Tomás Toledo, curador-chefe, MASP. (Carta Campinas com informações de divulgação)
Anna Bella Geiger: Brasil nativo/Brasil alienígena
Curadoria: Tomás Toledo e Adriano Pedrosa
Abertura: 28/11/19, 20h
Visitação: até 01/03/2020; quarta a domingo, 10h-18h (bilheteria aberta até as 17h30); Terça, 10h-20h (bilheteria até 19h30)
MASP: Avenida Paulista, 1578, São Paulo. Ingressos: R$ 40 (entrada); R$ 20 (meia-entrada) – gratuito às terças
(foto reginaldo azevedo - divulgação) Em São Paulo - Duas obras de momentos diferentes da…
(foto fernanda ferreira - divulgação) A cantora Mírian Silvestre e o violonista Matheus Dutra apresentam…
Cena de "A Última Sessão de Cinema", de Peter Bogdanovich (foto divulgação) Cinema clássico, produções…
(imagem reprodução) Levantamento de sigilos confirma que Mendonça escondeu elos de Vorcaro com KN, Fux,…
(imagem ataque em 2022 - reprodução) Na tentativa de manter um candidato de família miliciana…
(foto olivia borges - divulgação) O Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campinas…