No próximo dia 25 de outubro, sexta-feira, às 18h, na sala ED03 do Prédio Anexo da Faculdade de Educação da Unicamp (Rua Bertrand Russell, 643 -Cidade Universitária), ocorrerá uma oficina gratuita de dança, musicalidade e cantos do Tambor de Crioula, através de uma vivência formativa com o mestre de culturas populares Tião de Carvalho.
Dando início ao projeto “Na Pisada Brincante: diálogos e saberes no Tambor de Crioula”, contemplado no edital da Diretoria de Cultura (DCult) da Pró-reitora de Extensão e Cultura da Unicamp (Proec-Unicamp), que contará com mais dois encontros formativos com mestras e mestres da manifestação do Tambor de Crioula, o projeto está sob a coordenação da estudante de pós-graduação em educação Doroti Martz com produção compartilhada e horizontal com uma equipe negra como parte dos princípios estruturantes do projeto.
Tião Carvalho é nascido na região de Cururupu (MA), atua como músico, dançarino e pesquisador da cultura popular maranhense e, fundador do Grupo Cupuaçu com estudos em danças populares brasileiras, na cidade de São Paulo (SP). Possuí importante contribuição na propagação da cultura maranhense nas regiões do sudeste e Centro-Oeste do país.
O Tambor de Crioula é uma manifestação popular emblemática da região do Maranhão, intitulada como patrimônio imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Foi reconhecida no ano de 2007 como patrimônio imaterial por apresentar uma singular forma de expressão da cultura popular maranhense, salvaguardando a tradição cultural local, ou seja, promove ações que visem proporcionar a preservação e visibilidade à manifestação. A brincadeira conta com o toque de tambores, a dança em roda e os cantos de toadas, além de ser constituído por homens e mulheres − sendo a mulher, atualmente, responsável pela dança e fundamental no contexto da brincadeira. A manifestação não tem data específica para acontecer, sendo realizada como forma de divertimento e também associada de forma ritualística em devoção a São Benedito, o santo dos pretos. Os participantes da brincadeira são, em sua grande maioria, ascendentes de pessoas escravizadas.
Os encontros contarão com a presença e parceria do Grupo de Tambor de Crioula União de São Benedito de Campinas, nascido em junho de 2000 que realiza pesquisas contínuas acerca dos ensinamentos da tradição do Tambor de Crioula com os ensinamentos de mestres/as e brincantes maranhenses.
Mais informações no evento criado no Facebook. (Carta Campinas com informações de divulgação)
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