Perseguição da Lava Jato a Lula tinha informante dentro da Receita Federal, revela vazamento

“Vcs checaram o IR de Maradona? Não me surpreenderia se ele fosse funcionário fantasma de algum órgão público (comissionado)”. “Pede pro Roberto Leonel dar uma olhada informal”, essas são mensagens do procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato, reveladas neste domingo pelo The Intercept Brasil em parceria com a Folha de S. Paulo.

Moro e Leonel (foto valter campanato – ag brasil)

As mensagens mostram uma busca ilegal do procurador contra o caseiro do sitio que o ex-presidente Lula frequentava em Atibaia. O caseiro Elcio Pereira Vieira era conhecido como Maradona. Já Roberto Leonel era o informante da Lava Jato dentro da Receita Federal. Dallagnol queria saber informações do caseiro ilegalmente para tentar descobrir algo contra o ex-presidente Lula.

Procuradores fizeram uma verdadeira devassa. As investigações “informais” contra Lula atingiram várias pessoas que o cercavam, inclusive um sobrinho. Ela também incluiu o pedido, feito pelos procuradores, de informações sobre o patrimônio até mesmo dos antigos donos do sítio, antes da propriedade ser comprada por Jacó Bittar, amigo de Lula. Na mesma época, os procuradores também solicitaram ao auditor da Receita Federal informações sobre compras que a ex-primeira dama Marisa Letícia e até dos seguranças do casal, revelam os vazamentos.

A reportagem de Paula Bianchi e Leandro Demori diz ainda que uma semana depois, Moro autorizou a quebra do sigilo fiscal do caseiro. No processo que trata do sítio, no entanto, não há nenhuma informação do Fisco sobre ele, nem sinal de que a hipótese de Dallagnol tenha sido checada.

Veja outras informações da perseguição ilegal, relatada no vazamento:

Em 6 de setembro de 2016, o procurador Athayde Ribeiro Costa informou aos colegas no grupo 3Plex que pediu a Leonel para averiguar se os seguranças de Lula tinham adquirido uma geladeira e um fogão, dois anos antes, para equipar o triplex que a empreiteira OAS diz ter reformado para o petista no Guarujá. Costa enviou ao auditor sem autorização judicial, os nomes de oito seguranças que trabalhavam para o ex-presidente, além do nome de duas lojas.

Veja reportagem completa no The Intercept Brasil

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