Em mensagens vazadas pelo site The Intercept Brasil e publicadas pela revista Veja mostra que o Juiz Sérgio Moro trabalhou para evitar delação do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB). É um dos trechos mais horrendos dos vazamentos até agora. Juiz e procuradores agindo a favor da corrupção, evitando a delação. A delação de Cunha poderia desacredita o golpe parlamentar acontecido um ano antes, em 2016, em que Cunha foi o principal articulador como presidente da Câmara.
De acordo com os vazamentos da Veja, no dia 12 de junho de 2017, o procurador da Lava-Jato, Ronaldo Queiroz criou um grupo no Telegram com Dallagnol. A proposta era para avisar que foi procurado pelo advogado de Eduardo Cunha, para negociar a delação.
No dia 5 de julho, os procuradores finalmente concordaram em marcar uma reunião com o advogado do parlamentar, Délio Lins e Silva Júnior, para o dia 11 de julho.
Nesse mesmo dia, 5 de julho, Moro mandou uma mensagem para Dallagnol, sobre os rumores de uma delação de Cunha. “Espero que não procedam”, disse Moro, temendo uma possível delação do deputado aliado dos golpistas.
Dallagnol respondeu que o encontro estava programada só para os procuradores tomarem conhecimento dos anexos da defesa de Cunha, Moro completou, sem antes saber do conteúdo: “Agradeço se me manter (sic) informado. Sou contra, como sabe.”
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