O vereador Carlão do PT e a Associação das Religiões de Matrizes Africanas de Campinas e região (Armac) fizeram uma representação em que pedem que o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) apure responsabilidade de prática de intolerância, preconceito e discriminação religiosa de membros da igreja evangélica quadrangular.
O documento ressalta que o terreiro de Umbanda da Avó Benedita vem sofrendo há algumas semanas provocações de integrantes da Igreja Evangélica Quadrangular, que é vizinha do terreiro.
A representação afirma ainda que durante os cultos são proferidas expressões que vêm esmerando-se em demonizar, difamar e enxovalhar as religiões de matriz africana, induzindo e incitando os fiéis ao preconceito e à discriminação religiosa.
As expressões são intercalas com o uso do vocábulo macumba, traduzindo o emprego de metáforas que mal disfarçam o endereçamento das ofensas. E também que carros de frequentadores do terreiro de Umbanda tiveram pneus furados e uma pedra fora lançada da igreja contra terreiro.
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