Paulínia, cidade da Região Metropolitana de Campinas, também está com presença de agrotóxicos na água consumida pela população, segundo dados do próprio Ministério da Saúde. Os agrotóxicos apareceram em praticamente mais de 90% das análises feitas entre os anos de 2014 e 2017. Dos 27 agrotóxicos encontrados na água de Paulínia, 11 são altamente tóxicos e provocam doenças crônicas como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos.
O mais grave é que 5 agrotóxicos estão acima do limite permitido pela legislação brasileira, que não é muito rigorosa e permite alta concentração de alguns contaminantes. Aldicarbe, Aldrin, Carbendazin, Clordano e Endossulfan aparecem acima do limite. Se for usada a legislação da União Europeia, mais confiável e rigorosa, Paulínia apresenta 22 agrotóxicos na água acima da legislação permitida.
O levantamento desses dados foram obtidos no Ministério da Saúde e tratados em investigação conjunta da Repórter Brasil, Agência Pública e a organização suíça Public Eye.
Esses dados são parte do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), que reúne os resultados de testes feitos pelas empresas de abastecimento das cidades.
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