Genro de Léo Pinheiro, o que inocentou e depois acusou Lula sem provas, vira presidente da CEF

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) oficializou nesta segunda-feira (7) a nomeação de Pedro Guimarães como presidente da Caixa Econômica Federal (CEF). O economista, que se especializou em privatizações nos Estados Unidos, é genro de Léo Pinheiro, ex-executivo da OAS.

(foto de vídeo lava jato)

Pinheiro foi preso através de investigações da Lava Jato sob a acusação de pagar propina a políticos em troca de favorecimentos para sua empreiteira. Ele inocentou Lula nas primeiras declarações, mas a operação comandada pelo juiz Sérgio Moro não aceitou sua delação com a inocência de Lula. Matéria da Folha de S.Paulo relembra que a delação empacou ao inocentar Lula (Link).

Depois, Léo Pinheiro mudou a versão acusando Lula e a Lava Jato aceitou. Após fechar um acordo de delação premiada acusando Lula, ele foi solto. As acusações foram feitas e depois aceitas pelo Juiz Sérgio Moro, que é o atual ministro da Justiça de Bolsonaro.

Em seu depoimento, que motivou o processo contra o ex-presidente, o ex-executivo afirmou que Lula era uma espécie de “proprietário oculto” de um apartamento triplex no Guarujá, em São Paulo. De incrível semelhança com a acusação do Ministério Público Federal. A delação dava conta de que o apartamento seria uma recompensa por Lula ter concedido benefícios para a OAS em seu governo, mas não há nenhuma prova de que o petista teria recebido, de fato, o imóvel ou que era seu proprietário.

Pelo contrário, há provas substanciais que inocentam Lula. O apartamento, após a prisão de Lula, foi leiloado para pagar dívidas da própria OAS – o que comprovaria que a empreiteira é a verdadeira detentora do imóvel que levou o ex-presidente ao cárcere.

O genro de Pinheiro, em seu discurso de posse como presidente da Caixa, sinalizou prioridade para as privatizações e anunciou a saída do banco público do mercado de crédito.

“Faremos isso (devolução do dinheiro ao Tesouro) via venda de participações de empresas controladas: seguros, cartões, assets (ativos) e loterias. Já começa agora, pelo menos duas neste ano”, disse Guimarães. (Da Revista Fórum/Carta Campinas)

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