Feliz aquele que se descobre voluntário

.Por Roberto Ravagnani.

Feliz por descobrir um mundo cheio de possibilidades e conhecimento. Escrever e exercer o voluntariado tem sido minha pratica cotidiana há 17 anos, por isso minha crença e alegria em compartilhar o tema.

(foto rawpixel cc)

Começo do início: O que é ser voluntario?

Segundo definição das Nações Unidas, “o voluntário é a pessoa que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem-estar social, ou outros campos…”

Esta definição mostra que o voluntariado é universal, uma expressão de envolvimento do cidadão em sua comunidade. Participação, confiança, solidariedade e reciprocidade, em entendimento e senso de obrigações comuns partilhados. O voluntariado não é uma relíquia nostálgica do passado, é presente, nos mais variados sentidos. É a primeira linha de ataque às sequelas de uma sociedade doente e ainda passiva.

A palavra tem sua origem em três outras do Latim, e nos traz uma pista do que entendemos e do que esperamos deste ator.
• VOLUNTARIUS = “de própria vontade”;
• VOLUNTAS = “vontade, desejo”;
• VELLE = “querer”.

A ligação com o querer, está explicita e este é o ponto de partida. O início do trabalho voluntário no Brasil, nos idos de 1543, na Santa Casa de misericórdia em Santos, se dá a partir da criação do primeiro grupo organizado de voluntários, composto de irmãs de caridade para a assistência social aos internos.

Verificamos uma grande influência da igreja católica inicialmente e com o passar do tempo de outras denominações religiosas como promotores de grandes e importantes trabalhos voluntários, em sua grande maioria, puros, sem a missão da evangelização, em poucos casos ainda presente, o que compreendo como um pequeno desvio do trabalho de essência, isto é só uma constatação para contextualizar e não uma crítica.

A vontade foi o ponta pé inicial e hoje ainda é a largada para a ação, que deve ser pensada e raciocinada para fazer um trabalho voluntário de qualidade. Observem que coloquei mais etapas no processo, não é só, quero e faço. Temos influencias para vencer, como a tecnologia, muito atrativa e o principal “vilão” de nossa sociedade, a falta ou prefiro ousar em dizer a suposta falta de tempo.

Quando falamos do voluntário contemporâneo, engajado, participante e consciente, diferenciamos também o seu grau de comprometimento: ações mais permanentes, com maiores compromissos e ações pontuais, esporádicas, com comprometimento reduzido, mas de fundamental importância para a mobilização e conscientização.

Esta coluna tem a missão de motiva-los a conhecer mais sobre este assunto e por que não, talvez até experimentar esta felicidade. Até a próxima.

Roverto Ravagnani é jornalista e consultor.

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