Cia. do Relativo reinterpreta o cabaré circense com teatro, dança e música em Cabaré?

No próximo sábado (15), o espetáculo Cabaré?, da Cia. do Relativo, será apresentado às 14h no Espaço Arena do Sesc Campinas. Logo na primeira cena, os integrantes da trupe abrem alas ao circo contemporâneo ao propor uma reinterpretação do cabaré circense. 

(Foto: Marina Wang)

Com a ausência de um apresentador, conforme é esperado nesse formato, é o próprio elenco que entrelaça os números mesclando as dinâmicas circenses com o teatro, a dança e a música. O figurino e o jogo teatral também passaram por uma releitura. As lantejolas, o brilho e a maquiagem dão espaço para um visual mais casual dos artistas. “A simplicidade é o ponto-chave do espetáculo e pretendemos nos aproximar do público de forma natural. O que não muda é a energia em cena, sempre explosiva e contagiante”, afirma Tassio Folli, artista e um dos co-criadores do espetáculo.

No palco, seis personalidades excêntricas se encontram e dão vida às cenas. São elas: o desajeitado palhaço-maestro (Henrique Rímoli), o enérgico contrarregra e malabarista (Tassio Folli), a diva dos bambolês (Daniela Rocha-Rosa), o baterista galã (Luciano Rabelo) e os enormes malabaristas (Otavio Fantinato e Emerson Noise).

Com criação coletiva, os artistas se revezam no palco, ora nos instrumentos, ora em números de malabares, acrobacias e palhaçadas. Nesse sentido, a relação musical reforça a identidade do circo: todas as músicas são executadas ao vivo e misturam vários gêneros musicais, tais como o jazz, por exemplo.

“Os entreatos são desenrolados de forma a se interagirem e se completarem. O público pode esperar um espetáculo leve, de fácil entendimento e com um elenco que pretende levar a alegria para o público de todas as idades”, completa Tassio.

Fundada em 2009, a Cia. do Relativo apresenta em sua pesquisa um olhar diferente sobre espetáculos de circo e utiliza a individualidade criativa de cada artista para o desenvolvimento de trabalhos multidisciplinares. O grupo acredita na reinvenção do circo como forma de dialogar com o mundo contemporâneo e aposta que, buscando inspirações no cotidiano das pessoas, é possível se aproximar do público de maneira sensível e humana. As linhas de investigação permeiam o desenvolvimento de novos aparelhos e a aplicação das técnicas circenses como forma de expressão pessoal.

A entrada é gratuita com classificação etária livre. (Carta Campinas com informações de divulgação) 

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