São apresentados os desdobramentos de sua prática artística em torno da escultura que agora incorpora galhos e troncos na produção das obras. Inéditos, esses materiais referenciam a principal série da mostra, intitulada “Raiz”. Retalhos de tecidos encontrados ao acaso, ou ofertados à artista, e de cores, estampas e texturas variadas são cortados, reconfigurados e transformados em esculturas. Têxteis, cordas, madeiras, utensílios como alfinete, bolsas e pulseira, entre outros objetos do cotidiano são trazidos para o trabalho, permitindo que Gomes tensione formas diversas e remeta a diferentes práticas artísticas e artesanais — tradicionais ou contemporâneas, da escultura à costura.
“Ainda assim me levanto” faz referência ao poema “Still I Rise”, de 1978, da escritora e ativista Maya Angelou (EUA, 1928-2014), reconhecida por sua luta em favor dos direitos civis. A poesia evoca uma noção de superação, remetendo à potência de Gomes de reinventar tanto a si própria quanto o seu trabalho.
No MASP, a mostra da artista se realiza na transição entre dois ciclos de histórias. Em 2018, é contextualizada no ano dedicado a Histórias afro-atlânticas, quando a programação do museu se desenvolve em torno dos fluxos e refluxos entre África, Américas e Europa. Em 2019, no ciclo Histórias das mulheres, Histórias feministas, quando as mulheres e os feminismos serão o foco das exposições e das atividades de mediação e programas públicos.
As obras foram realizadas especialmente para esta mostra que acontece no MASP e na Casa de Vidro, resultado da parceria do museu com o Instituto Bardi. As duas instituições possuem trajetórias que se vinculam. Foi na Casa de Vidro que a arquiteta Lina Bo Bardi (1914-1992), responsável pelo projeto do MASP, e Pietro Maria Bardi (1900-1999), diretor fundador do museu, viveram desde 1951, ano em que a construção da casa foi finalizada. O projeto de Bo Bardi para a Casa de Vidro possui conexões com o projeto do edifício do MASP, já que ambos compartilham as qualidades de suspensão e transparência singulares que propiciam uma relação aberta com seu entorno. É a partir do diálogo com esses edifícios modernistas que Gomes cria suas esculturas, afirmando seu caráter de instalação de arte.
“Ainda assim me levanto” apresenta a extraordinária contribuição de Sonia Gomes para a linguagem da escultura contemporânea, a partir da concepção articulada de uma arte que, como prática, é capaz de semear e apontar questões ligadas à tridimensionalidade, ao volume, ao equilíbrio e à materialidade do têxtil e da madeira, bem como sobre repetição, duplicação, sobreposição e alternância das formas. Também revela as estratégias formais de construção dos objetos, seja com a linha e a marcação do caráter antropomórfico das peças, seja nos jogos de tensão e na criação de espaços negativos — todos parâmetros importantes nos trabalhos da artista.
Mais informações AQUI. (Carta Campinas com informações de divulgação)
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