Ministro do Supremo está prestes a sujar seu nome no cenário internacional

Em nome da tentativa, a todo custo, de impedir a candidatura do ex-presidente Lula nas eleições de 2018, o ministro do Supremo Tribunal, Luís Roberto Barroso, está prestes a sujar seu nome no cenário internacional.

O mais provável é que Barroso ignore a decisão da Comissão de Direitos Humanos da ONU e se curve à pressão da Rede Globo e de grupos do Judiciário que montaram a farsa condenatória do ex-presidente.

E vai sujar feio. Veja o que disse a vice-presidente do órgão com sede em Genebra, Sarah Cleveland,foi dura com o Brasil. Veja a declaração dela a um veículo suíço.

O jornalista pergunta: Qual é a natureza da decisão? Trata-se de uma recomendação, pedido ou simplesmente uma sugestão? Trata-se de uma decisão legalmente vinculante?

Sarah Cleveland: As medidas cautelares emitidas pelo Comitê não são recomendações. Elas são legalmente vinculantes e impõem uma obrigação legal internacional ao Brasil para que as cumpra.

As medidas cautelares são emitidas para impedir um dano irreparável aos direitos de um indivíduo, sob o Pacto, enquanto o indivíduo tenha uma queixa pendente diante do Comitê, e para preservar a habilidade do Comitê a considerar essa queixa.

O Pacto Internacional de Direitos Políticos e CivisLink externo, ratificado pelo Brasil, estabelece o Comitê de Direitos Humanos como um orgão de especialistas responsável pela implementação pelo Brasil, como qualquer outro estado-membro, de suas obrigações perante o Pacto.

O Brasil também é parte do Protocolo Opcional ao PactoLink externo, o que dá ao Comitê autoridade para considerar queixas por parte de indivíduos, tais como as do Sr. Lula da Silva, de que o Brasil teria violado seus direitos sob o Pacto. O Artigo 1 do Protocolo Opcional compromete o Brasil a cooperar em boa fé com o procedimento de queixas individuais perante o Comitê e para que considere em boa fé a avaliação que o Comitê irá publicar sobre o caso do Sr. Lula da Silva em seu devido tempo.

Isso necessariamente inclui a obrigação legal a não inflingir um dano irreparável aos direitos de um indivíduo sob o Pacto enquanto sua queixa estiver pendente no Comitê. A insuficiência na implementação de medidas cautelares, portanto, seria incompatível com as obrigações do Brasil em respeitar em boa fé os procedimentos de queixas individuais estabelecidas pelo Protocolo Opcional, e viola tais obrigações.

As medidas cautelares emitidas pelo Comitê não são recomendações. Elas são legalmente vinculantes e impõem uma obrigação legal internacional ao Brasil para que as cumpra.” (Entrevista completa no GGN)

Além disso, o presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (MDB-CE), reconheceu, por meio de nota, a validade do acordo entre Brasil e a Organização das Nações Unidas (ONU) para o cumprimento do pacto internacional sobre Direitos Civis e Políticos.

Recent Posts

Brasil tem crescimento expressivo de ataques contra a mulher e aumento da violência sexual

(imagem reprodução) A cada 24 horas, 12 mulheres, em média, são vítimas de violência em…

15 hours ago

Unicamp promove Oficina gratuita online com foco nas mulheres na ciência

(imagem divulgação ifgw) Em celebração ao Dia Internacional das Mulheres, o Instituto de Física Gleb…

16 hours ago

Inscrições para cursos gratuito de palhaçaria, bambolê e malabarismo estão abertas

(foto leca ramos - divulgação) As inscrições para o curso gratuito “Circo em Jogo –…

16 hours ago

Coletivo de Mulheres Anelo e convidadas comemoram o 8 de março com jam session gratuita

Vih Mendes (foto cláudio alvim - divulgação) No próximo domingo (8), data em que se…

17 hours ago

Monólogo ‘Quando Falta o Ar’ leva ao palco a resistência feminina diante da opressão

(foto firmino piton - divulgação) O espetáculo "Quando Falta o Ar" será apresentado neste domingo,…

17 hours ago

Batuque na Cozinha começa com roda de samba aberta ao público

(foto fabiana ribeiro - divulgação) Campinas recebe, a partir deste sábado, 7 de março, o…

18 hours ago