198 mil pesquisadores poderão ter bolsas cortadas em 2019 pelo governo Temer

O golpe parlamentar de 2016 está destruindo a ciência e a produção científica do Brasil com cortes no orçamento. Desta vez, o Conselho Superior da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) enviou nota ao Ministério da Educação alertando que, se for mantido o orçamento previsto para o órgão em 2019, haverá a suspensão das bolsas de pós-graduação e de programas de formação de professores no mês de agosto.

O Projeto de Lei Orçamentária Anual para 2019 ainda não foi divulgado oficialmente pelo governo de Michel Temer (MDB). O prazo para envio ao Congresso termina em 31 de agosto próximo. No documento, enviado ontem (1º), o conselho pede ao ministro Rossieli Soares da Silva que defenda o orçamento da pasta, que estaria ameaçado.

De acordo com a nota, assinado pelo presidente do órgão, Abílio Neves, “foi repassado à Capes um teto limitando seu orçamento para 2019 que representa um corte significativo em relação ao próprio orçamento de 2018, fixando um patamar muito inferior ao estabelecido pela LDO”.

Em razão da insuficiência de recursos, poderá haver suspensão das bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado a partir de agosto de 2019, afetando 93 mil estudantes e pesquisadores. A interrupção dos repasses, no mesmo mês, para os programas de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), de Residência Pedagógica e de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) atingiria 105 mil bolsistas.

De acordo com o ofício, haveria consequências também para o Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) e o programa de mestrado profissional para professores da Rede Pública de Educação Básica (ProEB). Mantido o orçamento destinado à Capes, em agosto do ano que vem deixariam de receber 245 mil beneficiados, entre alunos e bolsistas.

O Ministério da Educação afirmou que quem define orçamento do governo federal é o Ministério do Planejamento. O Ministério do Planejamento, por meio de sua assessoria, respondeu que estabelece, para cada um dos ministérios, os limites pra elaboração do orçamento. “A partir de então, cada ministério tem a responsabilidade de definir a distribuição dos recursos entre suas unidades, respeitando suas estratégias de ação. Essa regra vale para todos os ministérios, ou seja, vale também para o Ministério da Educação, que tem autonomia para decidir como vai aplicar seus recursos”.

Segundo a assessoria, “os recursos para o Ministério da Educação estão acima do mínimo constitucional em 2018 e os referenciais monetários para 2019 também preveem recursos acima do limite constitucional.” (Agência Brasil e Carta Campinas)

Recent Posts

Mulheres querem independência financeira e saúde mental, diz pesquisa sobre trabalho

(imagem ilustrativa - marcelo camargo - ag brasil) Ter autonomia financeira para decidir sobre a…

2 hours ago

Brasil tem crescimento expressivo de ataques contra a mulher e aumento da violência sexual

(imagem reprodução) A cada 24 horas, 12 mulheres, em média, são vítimas de violência em…

1 day ago

Unicamp promove Oficina gratuita online com foco nas mulheres na ciência

(imagem divulgação ifgw) Em celebração ao Dia Internacional das Mulheres, o Instituto de Física Gleb…

1 day ago

Inscrições para cursos gratuito de palhaçaria, bambolê e malabarismo estão abertas

(foto leca ramos - divulgação) As inscrições para o curso gratuito “Circo em Jogo –…

1 day ago

Coletivo de Mulheres Anelo e convidadas comemoram o 8 de março com jam session gratuita

Vih Mendes (foto cláudio alvim - divulgação) No próximo domingo (8), data em que se…

1 day ago

Monólogo ‘Quando Falta o Ar’ leva ao palco a resistência feminina diante da opressão

(foto firmino piton - divulgação) O espetáculo "Quando Falta o Ar" será apresentado neste domingo,…

1 day ago