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Desigualdade e pobreza impulsionam prostituição infantil

(foto josé cruz – ag brasil)

Uma operação conjunta de polícias civis deflagrada hoje (17) resultou ao longo do dia em 251 prisões em 284 cidades de 24 estados e do Distrito Federal, segundo balanço divulgado pelo Ministério Extraordinário da Segurança Pública. O número se refere a todas as prisões realizadas até às 18h de hoje.

É uma megaoperação que atingiu praticamente todo o Brasil, um país que incentiva a prostituição infantil com a desigualdade social e o alijamento da população jogada em condição de miséria e abandono pelo Estado. Um país em que o direito de uma criança à moradia é subjugado pelo direito de um proprietário de imóvel que não paga imposto.

A operação investigou pessoas que compartilhavam ou armazenavam conteúdos relacionados a crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes, que se prostituem muitas vezes por um trocado.

Segundo o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, mais de 1 milhão de arquivos (entre fotos, vídeos e outros documentos obtidos em ambientes virtuais) com conteúdos relacionados a crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes foram analisados antes da deflagração. A primeira fase da operação ocorreu em outubro do ano passado.

Do total de prisões, 128 foram na região Sudeste, 47 no Nordeste, 38 no Sul, 21 no Centro-Oeste e 17 no Norte. Ao todo, foram expedidos 579 mandados. O ministério informou que segue monitorando a ação das equipes envolvidas, podendo haver novos números de prisões.

Uma operação de combate à pornografia infantil, chamada Safenet, também foi realizada hoje pela Polícia Federal com três pessoas presas em flagrante nas cidades de São Paulo e Santo André. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Santo André, Guarulhos e Suzano, onde foram apreendidos celulares, mídias e computadores. Os investigados responderão pelo crime de adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registo que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente, com penas de 1 a 4 anos de prisão.

Carta Campinas

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