.Por Luís Fernando Praga.
Blindex, temperado, com fumê e 12 de espessura,
De dentro, um vigilante pobre, escudo e escopeta.
O vidro é pra não ver e proteger toda a estrutura.
De fora é multidão, submissão e fome e treta.
O ar condicionado, tão sonhado, sedutor, convida:
Gente sem ar, sem ver que já não vive, e morre por dinheiro,
A dar o seu melhor, seu sangue e sua vida,
Pra se tornar escrava vitalícia de banqueiro…
No mundo é quem explora manda e quem não manda chora,
É rico sobre pobre, é ele contra ela, é o dia a dia,
Um preto morre e uma mulher é violada de hora em hora
E o tráfico já leva pelas mãos o filho do vigia…
Escudo e escopeta, ignorância e a cega fé
Não matam fome nem protegem mais ninguém de nada!
Outra família em dor, um filho morto, assim que a vida é.
E o vidro, que não sangra, brilha exuberante na fachada…
Por mais que a gente sofra e que transpire e reze,
Sempre haverá um colarinho branco, um banco, uma trapaça
E a gente morre sem saúde, escola ou vida que se preze…
Se é simbolismo, uns trazem uma cruz; eu quebro essa vidraça!
Até que o ódio contra gente, essa cegueira em surto,
Caia em desuso, se dissipe, entre em desgraça,
E nossa humanidade saiba compensar o estudo curto,
Até que a tal justiça social enfim se faça,
E a consciência torne o ser humano um ser mais puro,
Eu quebro e quero consertar, agora, esse futuro!
Se for pra quebrar tudo, um dia a gente arruma,
Se vidas fossem vidraças, eu não quebrava nem uma!
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