Segundo o curador, Carlos Augusto Calil, o escultor, que atualmente tem 70 anos, enfrentou um longo percurso para se estabelecer. “Criado em uma comunidade muito conservadora e muito pobre, onde ele teve que se fazer, que se impor. Sempre esteve contra a maré, marginalizado”, afirma, sobre como ele teve de vencer a pressão para fazer um trabalho mais tradicional, do ponto de vista de onde vivia. “Essa expectativa de ser um artesão, de reproduzir nas esculturas dele cenas da vida sertaneja. Ser um cronista, como muitos artesãos são”, explica.
Passando por uma fase inicial mais ligada a essa tradição, Véio foi criando uma forma de expressão própria. “Ele ultrapassa isso e começa a criar objetos e, sobretudo, seres que não existem na natureza. Ele deixa de ser um documentarista, digamos assim, e passa a ser um criador no sentido puro. Um homem que inventa figuras, situações. Uma capacidade criativa inesgotável”, detalha o curador.
O processo do escultor está muito ligado, de acordo com Calil, ao material usado, como a própria madeira indicando os caminhos da obra final. “Ele tem essa clareza, que dá vida ao que está morto – ele vê nessa madeira morta, figuras. Ele pega um tronco e pinta, desbasta um pouco, mas mantém a estrutura do tronco. Mas não é mais um tronco, é uma figura que não está no nosso mundo. Está em outra esfera”, diz.
A obra de Véio também se destaca, na opinião do curador, pela diversidade criativa. “Ele não se repete. Quando você acha que ele encontrou uma forma, ele muda”, ressalta. A exposição está dividida em três núcleos que demonstram essa diversidade. Na primeira parte estão as obras em grandes dimensões. No segundo núcleo, os personagens milimétricos, semelhantes ao que o escultor produzia com cera de abelha quando era criança. Enquanto a última parte traz uma série de demônios de várias formas.
A exposição gratuita pode ser vista no Itaú Cultural, na Avenida Paulista, até o dia 13 de maio. Mais informações AQUI. (Daniel Mello/Agência Brasil)
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