Lançamento de livro sobre big bands paulistas terá show com ‘Arley e Sua Orquestra’

Na próxima terça-feira (27), às 19h30, será lançado no Sesc Campinas o livro Big Bands Paulistas: história de orquestras de baile do interior de São Paulo, obra que resgata a história dos grandes conjuntos orquestrais do interior do estado, registrando em textos e imagens sua atividade ao longo de mais de três décadas. No bate-papo, presença dos autores José Ildefonso Martins (professor) e o jornalista e escritor José Pedro Soares Martins, que conta ainda com a participação do historiador Sérgio Estephan, para falar sobre o processo de pesquisa e concepção do livro. Na sequência, acontece um show com a banda ‘Arley e Sua Orquestra’ a partir das 20h30.

Como uma das bandas de baile mais tradicionais do interior, a trajetória do grupo ‘Arley e Sua Orquestra’ começou em 1954 na cidade de Catanduva. À frente da formação está Arley Mazzuia, formado em piano, harmonia e matérias complementares pelo Instituto Musical Santa Cecília. Com a denominação inicial de ‘Arley e seu conjunto de Ritmos’, devido ao aumento de integrantes, até hoje a banda se apresenta ‘Arley e Sua Orquestra’. Hoje são mais de 60 anos cantando e encantando o público nos mais requintados eventos de todo o país.

Em sólido gabarito de especialização e experiência, o grupo mantém um repertório com arranjos próprios, desde grandes sucessos do cinema, ritmos latinos, mambos, chá-chá-cha, boleros e o melhor do samba e do pagode, forrós, seleções dos anos 60 e 70, além de sucessos da atualidade.

O livro “Big bands paulistas” resgata a memória musical do estado por meio da emblemática história de suas big bands, que durante décadas foram a grande atração das mais diversas festas e comemorações que aconteciam pelas cidades do interior, quase sempre organizadas em torno de bailes. Eles eram os maiores acontecimentos sociais nessas cidades e sempre havia muitas ocasiões para celebrar: uma festa de debutante ou formatura, o aniversário da cidade, um concurso de miss, o início da primavera, colheitas, casamentos, carnaval, réveillon etc. Os autores também se debruçam sobre o contexto sociocultural em que essas orquestras estavam inseridas, em meio ao clima de desenvolvimento, euforia e otimismo que dominou o país entre as décadas de 1940 e 1970.

No posfácio, o professor doutor em história e pós-doutor em história e música Sergio Estephan destaca a relevância da pesquisa sobre as big bands paulistas e discute o contexto histórico e social que marcou a época em que elas atuaram. Algumas das orquestras, que costumavam se apresentar até cem vezes por ano no interior de São Paulo, chegaram a gravar discos, outras apareceram no rádio e na televisão, e muitas tocaram também para plateias de outros estados brasileiros e países latino-americanos.

Os autores definiram quatro critérios principais para selecionar os conjuntos orquestrais que foram detalhados no livro, com direito a algumas exceções: a definição das orquestras de baile, que geralmente têm entre 15 e 20 músicos, incluindo um naipe de metais completo (trompetes, trombones, saxes e clarinetas), seção rítmica com guitarra, baixo, bateria e piano (ou equivalente), um ou dois cantores e poucos instrumentos eletrificados; a localização geográfica das cidades onde estavam sediadas, obrigatoriamente no interior de São Paulo e a mais de 200 km da capital; a época e longevidade de sua atuação, optando-se por conjuntos com maior tempo de atuação a partir dos anos 1940, com ênfase nos anos 1950 e 1960; e o acervo encontrado, ou seja, a disponibilidade de documentação consistente.

Assim, o dia a dia de nove orquestras de baile pode ser mapeado, analisado e registrado em detalhes. Cada uma delas ganhou seu próprio capítulo, que, por sua vez, traz o nome da principal estação de trem do município onde estavam sediadas: Catanduva, Espírito Santo do Pinhal, Franca, Guararapes, Jaboticabal, Jaú, Rio Claro, São José do Rio Preto e Tupã, vinculando assim o sucesso das big bands às ferrovias que contribuíram consideravelmente para o desenvolvimento das cidades do interior paulista.

Ambas as atividades são gratuitas e abertas ao público. (Carta Campinas com informações de divulgação)

19h30 – lançamento de livro BIG BANDS PAULISTAS: HISTÓRIA DE ORQUESTRAS DE BAILE DO INTERIOR DE SÃO PAULO
Os autores do livro Big Bands Paulistas (Edições Sesc), José Ildefonso Martins e José Pedro Soares Martins abordam sobre a prática de big bands e seu florescimento no interior paulista.
Classificação etária: Livre.
Local: Área de Convivência.
GRÁTIS

20h30 – música ARLEY E SUA ORQUESTRA
Em atividade desde a década de 1950, a banda de baile catanduvense apresenta repertório dançante com arranjos refinados.
Classificação etária: Livre.
Local: Área de Convivência.
GRÁTIS

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