Da obra de Gustav Mahler, ‘A Canção da Terra’ reflete sobre declínio e esplendor da natureza

Em São Paulo – Até o dia 14 de janeiro, pode ser visto no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros o espetáculo “A Canção da Terra”, com direção de Yoshi Oida.

A Canção da Terra (Das Lied von der Erde) é um espetáculo operístico (cantata), criado a partir da obra homônima de Gustav Mahler, uma de suas últimas composições, em que a angústia existencial e uma sublime grandiosidade estão em conjunção quase perfeita.

O diretor Yoshi Oida se propõe a criar, nessa montagem, a expressão do esplendor da terra e da natureza. O espaço cênico é um jardim zen japonês, buscando a limpeza e a precisão ideais para a representação dos acontecimentos. Dois cantores (a soprano Masami Ganev e o tenor Miguel Geraldi) e quatro atores interpretam monges de um monastério budista, lamentando pelo declínio da Terra, nesse momento de crise ecológica – um colapso que atravessa a questão científica e avança sobre o homem, ‘senhor e destruidor’ da natureza. Todo esse tema transparece nos poemas chineses e nas imagens cênicas criadas por Yoshi Oida. A música será executada ao vivo, pela orquestra do Ensemble Instituto Fukuda, composta por 21 músicos, e com regência de Érica Hindrikson.

Yoshi Oida nascido no Japão, é ator, diretor e autor radicado em Paris. Teve formação no teatro tradicional japonês, antes de ir para França, em 1968, onde integrou o grupo de Peter Brook, participando de muitos dos seus espetáculos mais importantes. Alguns anos depois começou a dirigir peças e óperas no mundo todo, usando uma combinação única das técnicas orientais e ocidentais de teatro. Oida é aquilo que seu mais conhecido livro sugere em seu título: um ator errante. Se imortalizou junto ao diretor inglês Peter Brook, através das diversas peças que fizeram juntos, mas também pelos filmes em que participou, como na versão cinematográfica do Mahabharata de Brook, além de O Livro de Cabeceira, de Peter Greenway e mais recentemente Silêncio, de Martin Scorcese. Os seus livros sobre técnicas de interpretação, Um Ator Errante, O Ator Invisível e Artimanhas do Ator, se tornaram antológicos e foram traduzidos em diversas línguas. Aclamado na França, onde vive, foi condecorado com os títulos de Chevalier (1992), Officier (2007) e Commandeur (2013) de l’Ordre des Arts et Lettres.

Os ingressos variam entre R$ 18 e R$ 60 e podem ser adquiridos nas Unidades ou pelo Portal do Sesc. (Carta Campinas com informações de divulgação)

direção YOSHI OIDA
regente ÉRICA HINDRIKSON
orquestra ENSEMBLE INSTITUTO FUKUDA

com
mezzo-soprano MASAMI GANEV
tenor MIGUEL GERALDI
monges FABRÍCIO LICURSI, GUM TANAKA, JIMMY WONG, TOSHI TANAKA
cenário e figurino TOM SCHENK
iluminação HENRY VAN NIEL
diretor assistente SAMUEL VITTOZ
coordenação musical RICARDO FUKUDA
produtoras associadas CenaCultProduções e prod.art.br
diretores de produção JULIA GOMES, RICARDO FRAYHA, RICARDO MUNIZ FERNANDES
diretor técnico JULIO CESARINI

apoio Fundação Nacional de Artes – Funarte, Fundação Japão

Local: Teatro Paulo Autran
Duração: 1h20.
Recomendação etária: 14 anos.
Não é permitida a entrada após o início do espetáculo.
Venda limitada a 4 ingressos por pessoa.

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