A Refinaria de Paulínia da Petrobras (Replan) sofreu na tarde desta quarta-feira (01.11) uma parada operacional de emergência, a terceira registrada em menos de 30 dias, segundo o Sindicato dos Petroleiros.
Uma nuvem formada pela mistura de gasolina, GLP e óleo diesel vaporizados, com alto grau de explosividade, foi lançada pelas chaminés da refinaria. A nuvem escura se dissipava no ar há quase 30 minutos, quando a empresa tocou o alarme de evacuação das unidades.
Os trabalhadores, muitos deles assustados, se deslocaram para áreas de segurança da empresa, chamadas de ponto de encontro. A situação foi controlada duas horas e meia mais tarde. O pessoal do administrativo foi liberado para voltar aos seus postos, mas o operacional não pode voltar.
Segundo informações, a direção do Sindicato levantou que a falta de ar comprimido, responsável pela operação de muitos equipamentos, ocasionou o descontrole da unidade de craqueamento (processo de quebra das cadeias de carbono do petróleo). O Sindicato investiga agora se esse problema foi causado pela interrupção de energia elétrica, que provocou duas paradas emergenciais na Replan, no mês de outubro.
“Essa nuvem é muito perigosa e caso encontre uma fonte de ignição pode haver uma grande explosão”, afirmou o coordenador da Regional Campinas do Unificado, Gustavo Marsaioli. (Com informações de divulgação)
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