‘Levantes’ monta imagens a partir do gesto indestrutível de levantar-se contra

Manifestants catholiques, Bataille du Bogside, Derry, Irlande du Nord, Août 1969, Gilles CARON

Em São Paulo – De 18 de outubro a 28 de janeiro, poderá ser vista no Sesc Pinheiros a exposição “Levantes” (Soulèvements), com curadoria do filósofo e historiador da arte Georges Didi-Huberman.

“Levantes” é uma exposição transdisciplinar sob a perspectiva das emoções coletivas. Estão presentes as diferentes formas de representação dos levantes, atos populares, políticos, engajados nas transformações sociais, nas revoltas e/ou revoluções. Os anseios, as forças da natureza, os impulsos e gestos corpóreos, os testemunhos tratando daquilo que nos mobiliza a sublevar, a transformar, são apresentados por meio de instalações, pinturas, fotografias, documentos, vídeos e filmes contemporâneos, demonstrando as múltiplas maneiras de transformar quietude em movimento, submissão em revolta, renúncia em alegria expansiva.

Patriot, série « Airborne », 2002, Dennis ADAMS

A exposição é uma proposição do filósofo e historiador da arte Georges Didi-Huberman que é um dos grandes intelectuais franceses de sua geração, autor de dezenas de livros, cujas reflexões abrangem desde a filosofia da imagem à história da arte, passando pelo cinema e pela literatura.

A mostra é uma realização da instituição francesa Jeu de Paume, onde a exposição esteve pela primeira vez em cartaz entre 18 de outubro de 2016 e 15 de janeiro de 2017, e conta, desde sua concepção, com a itinerância para outras cidades, assim como esta que o Sesc Pinheiros recebe. Para o recorte brasileiro, o curador prevê ainda a inserção de obras que estejam diretamente relacionadas ao contexto do país, objetivando inserir discursos locais fundamentais para a reflexão do assunto. A mostra já esteve em itinerância na cidade de Barcelona e Buenos Aires e logo após São Paulo, seguirá para a cidade do México e Montreal.

Beaubien Street, 1971, Ken HAMBLIN

Georges Didi-Huberman, nascido em 1953, é um filósofo e historiador da arte. Professor-conferencista desde 1990, ensina na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris. Em 2015, recebeu o prêmio Theodor W. Adorno que reconhece contribuições excepcionais nos domínios da filosofia, da música, do teatro, do cinema. Desde 1982, Georges Didi-Huberman tem em sua bibliografia um conjunto de cinquenta obras e ensaios que mesclam filosofia e história da arte, como O Olho da História, composto de cinco volumes publicados entre 2009 e 2015. Logo após a exposição “Atlas – Como carregar o mundo em suas costas?” apresentada simultaneamente em Madrid, em Karlsruhe e Hamburgo em 2013, foi co-organizador da exposição “Novas histórias de fantasmas” no Palácio de Tokio, em Paris, em fevereiro de 2014, com Arno Gisinger.

Esta exposição é uma realização do Sesc em São Paulo em parceira com a galeria de arte Jeu de Paume. Tem apoio da Embaixada da França no Brasil e Institut Français. Mais informações no Portal do Sesc.

Veja artigo sobre a exposição publicado no Carta Campinas em outubro de 2016, quando a exposição estava em cartaz em Paris. (Carta Campinas com informações de divulgação)

Local: Espaço Expositivo (2º andar).

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