Baseado na obra de Gabriel García Márquez, o filme mostra o terrível estado de pobreza em que vivem o Coronel do título (Fernando Luján) e sua esposa Lola (Marisa Paredes, de vários filmes de Almodóvar). Ele, veterano do exército, aguarda há 27 anos uma pensão militar jamais recebida. Ela se agarra no jogo de aparências para ainda tentar manter acesa alguma chama da dignidade perdida. Para os dois, só resta uma esperança: Cristero, um galo de briga que pode render alguns trocados na rinha. Indicado a Palma de Ouro em Cannes. Direção de Arturo Ripstein. Com Fernando Luján, Marisa Paredes e Salma Hayek. México/Espanha/França, 1999. Colorido, 117.
“Ninguém Escreve ao Coronel” (1961) é a segunda publicação de Gabriel García Márquez, uma novela sobre violência e injustiça, solidão e estagnação. Na virada do século XX, um coronel anônimo, veterano da guerra civil, vive com sua mulher asmática na miséria de uma cidadezinha colombiana. Alimenta-se da esperança de que um dia receberá a pensão que há 15 anos lhe deve o governo, quando então se verá livre de todas as dificuldades de sua pobre existência. Mas todas as sextas-feiras é desiludido pelo carteiro, que invariavelmente informa: “Ninguém escreve ao coronel”.
A exibição é gratuita e seguida de debate. Mais informações no evento no facebook. (Carta Campinas com informações de divulgação)
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