De acordo com os organizadores, as profissionais do sexo lutam por respeito, lutam para que sejam vistas como pessoa, como sujeitas de direitos, e também lutam contra preconceitos e estigmas construídos por uma sociedade putafóbica.
“O putafeminismo inaugura um debate necessário para o feminismo, que muitas vezes ainda está envolto em moralismos presentes em algumas práticas feministas. E o mesmo ocorre no campo da Esquerda, que fala de liberdade e igualdade, desde que esta luta não seja empreendido por mulheres, ainda mais, as que gostam de sexo, fazem sexo e querem receber por ele”, anotam.
As prostitutas também lutam por leis de regulamentação da profissão e contra a repressão policial que as obrigam a trabalhar em áreas escuras e de pouco tráfego, colocando suas vidas em perigo.
Elas também lutam pela saúde integral e pelo respeito ao nome social que garantirá – e sabem de suas limitações – que permaneçam nas escolas e universidades e colaborará com uma maior inserção no mercado formal de trabalho.
Para os organizadores, discutir a pauta das profissionais do sexo e os direitos das travestis é compreender outras especificidades que intensificam as formas de exploração e de marginalização de grupos da população, em especial das mulheres.
“Algumas vezes, as pessoas pensam que as profissionais do sexo são poucas. Não são. As trabalhadoras sexuais são uma população invisível, porém, muito numerosa. Por conta do estigma, precisam esconder seus rostos e borrar suas identidades, mas isso não quer dizer que não tenham capacidade para saber o que fazem, o que querem e escolher o que é melhor para elas mesmas”, lembram.
A ideia desta mesa é compreender o que as Putas têm a dizer “sobre” e “para” o Feminismo e a Esquerda e como o avanço neste debate ajudará na conquista de políticas públicas para todas as mulheres.
Serviço:
O Papel de Puta no Feminismo e na Esquerda
Dia 23 de março
19h
Cis Guanabara – Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo – Campinas.
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