Operação Carne Fraca deve derrubar exportações e gerar mais desemprego no Brasil

A Polícia Federal admitiu que investiga o pagamento de propina por empresas brasileiras que produzem carne há cerca de dois anos, mas só deflagrou a “maior operação” de sua história no momento em que o Brasil vinha abrindo mercado no plano internacional. Em julho do ano passado, por exemplo, o País acertou com os Estados Unidos a venda de carne bovina in natura, encerrando uma negociação que se arrastava há 18 anos.

Reportagem de O Globo, publicada na tarde desta sexta (17), aponta que a operação Carne Fraca, contudo, pode derrubar as exportações brasileiras, pois as denúncias já são vistas por especialistas como uma ameaça a mais esta área da economia nacional. A Lava Jato, que hoje completa três anos, teve impactos negativos sobre a indústria de construção, ao implicar as maiores empreiteiras do País, inclusive no exterior. Veja o que a Lava Jato fez na economia.

Em 2016, 7,2% de tudo o que o Brasil exportou vieram especificamente do setor alvo da PF, rendendo 11,6 bilhões de dólares, se somadas as vendas de carne bovina e de frango (Brasil ocupa 1º lugar no ranking de exportadores, seguido pelos EUA) e de suínos (4º lugar).

Segundo o Globo, “as irregularidades na produção de carnes de gigantes do setor encontradas pela Polícia Federal afetam a imagem do Brasil no exterior e podem levar à criação de barreiras fitossanitárias.”

A operação Carne Fraca alega que fiscais do Ministério da Agricultura receberam propina para reduzir a fiscalização sobre o comércio de carnes deterioradas. Marcas gerenciadas pela JBS e BRF, como Sadia, Perdigão e Seara, estão envolvidas.

Embora a PF alegue que as irregularidades são pontuais, “o dano à imagem do país já foi feito, o que pode levar tanto ao endurecimento das exigências para a importação de carne como suspensão temporária da compra do produto brasileiro”.

“Não será surpresa se algum país suspender as importações de carne brasileira. As empresas terão de adotar uma política de esclarecimento e serem bastante agressivas comercialmente”, disse José Augusto de Castro, presidente da Associação do Comércio Exterior do Brasil. (Do GGN)

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