Durante o escravismo
Os senhores não davam sapatos
Para os pobres escravos
Por considerarem assistencialismo
E sentiam certo arrependimento
Quando com pés purulentos
Os escravos não podiam trabalhar
Não que ficassem compadecidos
Mas porque tinham prejuízos
Até verem cada ferida sarar.
.
Os restos de comida dos senhores
Serviam para alimentar os servos
Cujos músculos e nervos
Não suportavam os labores
E ainda em tenra idade
Conquistavam a liberdade
Da maneira mais torpe
Porque depois da agonia
Recebiam a carta de alforria
Oferecida pela morte.
.
A história permanece
Reinventando-se ainda triste
Quando os senhores das elites
Tiram os sapatos da plebe
E a prende nas novas senzalas
Para com restos alimentá-la
E negar os seus direitos sociais
Os modernos escravocratas
Hoje empunham a chibata
Das medidas neoliberais.
.
(foto rosinei coutinho - stf) Com atos ilegais e abusos, André Mendonça põe a toga…
(imagem divulgação) O projeto “O Eu, o Isso e o Cinema” realiza no sábado, dia…
(imagem divulgação) Na próxima quinta (10/09), a partir das 19h30, será apresentado no Auditório da…
(imagem reprodução divulgação) Imagina uma fábrica ou empresa hipotética em que, em determinado momento, perto…
(foto divulgação) Criolo chega a Campinas no dia 19 de setembro com um show que…
Senadores da República articulam a apresentação de um pedido de impeachment contra o ministro do…