Exposição ‘Gianni Ratto – 100 Anos’ reconta trajetória do diretor e ator Gianni Ratto

Em São Paulo – A partir da terça-feira, 7, o Sesc Consolação, no centro da capital paulista, recebe a exposição Gianni Ratto – 100 Anos, celebrando o centenário do diretor, cenógrafo e ator. Estão reunidos fotos, esboços, maquetes e recortes de jornal que refazem a trajetória do artista desde o início da carreira na Itália até as contribuições para o teatro no Brasil, onde chegou no pós-guerra.

Os objetos e obras são complementados com projeções, maquetes virtuais e instalações sonoras, para aproximar o público do trabalho que era feito nos palcos. As peças foram reunidas a partir dos acervos do Instituto Gianni Ratto, da Fundação Nacional de Artes e dos teatros Piccolo (Milão), Scala de Milão, Maggio Musicale Fiorentino e dell’Opera de Roma.

Trajetória

Ratto nasceu em Milão, em 27 de agosto de 1916. Ainda adolescente trabalhou como aprendiz do arquiteto Mario Labò e, em seguida, foi admitido no Centro Sperimentale di Cinematografia, em Roma. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi enviado à Grécia, mas acabou desertando para participar da clandestina resistência italiana.

Em 1945 estreou em Milão com a cenografia de O Luto Condiz À Elettra, de Eugene O´Neil, dirigido por Giorgio Strehler. Nos nove anos seguintes participou da montagem de 120 espetáculos. Tornou-se um dos principais cenógrafos da Itália.

A partir do encontro com a atriz Maria Della Costa e o convite para vir para o Brasil, Ratto iniciou uma nova fase na carreira. Em 1954 inaugurou o Teatro Maria Della Costa como diretor de O Canto da Cotovia, de Jean Anouilh.

Durante a ditadura, se engajou nos movimentos pela democracia, dirigindo espetáculos de cunho político como Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, de Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar. O regime acabou fechando em 1968 o Teatro Novo, projeto de Ratto que havia sido inaugurado no ano anterior.

Ratto continuou trabalhando nos anos seguintes, sendo diretor de Gota D’Água, de Chico Buarque e Paulo Pontes, com Bibi Ferreira, em 1975. Em 2003 recebeu o Prêmio Shell, um dos mais importantes do teatro, pela sua contribuição à arte brasileira. Ratto morreu em 2005 em São Paulo, aos 89 anos de idade. (Daniel Mello/Agência Brasil)

Abertura:
Dia 7/2, às 20h.
Horários de visitação:
De 8/2 a 29/4. Segunda a sexta, das 11h30 às 21h30. Sábados e feriados, das 10h às 18h30
Mais informações no Portal do SESC. 

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