Ele vai reduzir em 53% o número de crianças e adolescentes beneficiados pelo Programa Leve Leite, diminuindo também os gastos, a partir de março deste ano. O programa, que distribui leite para alunos da rede municipal de ensino, foi criado pela prefeitura em 1995, com o objetivo de combater a desnutrição e diminuir o índice de evasão escolar.
Os alunos matriculados desde a educação infantil até o ensino fundamental, de até 16 anos, e aqueles com, no mínimo, 90% de frequência nos meses anteriores à entrega do leite eram considerados aptos a receber o benefício. No ano passado, 916,2 mil estudantes foram beneficiados.
Segundo números da Secretaria Municipal de Educação, no novo modelo, o leite será entregue a 223,2 mil crianças, de até 6 anos, matriculadas na rede municipal e registradas no Cadastro Único – que aponta as famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza. Mais 208,4 mil crianças não matriculadas, mas em situação de pobreza, também registradas no Cadastro Único, deverão receber o benefício ainda este ano, totalizando 431,7 beneficiados. O número de atendidos nesta gestão vai corresponder a 47% do total de beneficiados em 2016.
O fato de o benefício não atingir mais os estudantes de 7 a 16 anos é justificado pela prefeitura por “baixa necessidade do leite como complemento nutricional” nessa faixa etária. Além disso, o governo municipal propõe “alteração do produto para maior concentração de cálcio e aumento na frequência do leite servido nas refeições na unidade escolar (5 vezes por semana)”.
Menor quantidade
A quantidade de leite distribuída por aluno também vai diminuir. Atualmente, todos os matriculados recebem 2 quilos (kg) de fórmula infantil (até 1 ano de idade) ou 2 kg de leite em pó (acima de 1 ano) por mês. A nova proposta do programa sugere uma nova calibragem da quantidade de leite.
Será entregue 1,2 kg de fórmula infantil (até 1 ano) e 1 kg de leite em pó (de 1 a 6 anos) para aqueles matriculados na rede municipal. Para aqueles que estão fora da rede de ensino do município serão entregues 2 kg de fórmula infantil (até 1 ano) e 2 kg de leite em pó (1 a 6 anos).
A prefeitura diz que “para os alunos da rede, as refeições nas unidades escolares já oferece o leite em quantidade adequada, de maneira que o leite entregue servirá para os finais de semana”. Para as crianças fora da rede “em situação de pobreza, a quantidade busca reduzir o deficit de cálcio numa dieta que pode não ser adequada à Primeira Infância”.
Orçamento
Em 2016, o orçamento total do programa foi R$ 310,04 milhões. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, para este ano, o mesmo modelo beneficiaria 960 mil crianças a custo estimado de R$ 330,74 milhões. No entanto, segundo a secretaria, “a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2017 destina R$ 147,4 milhões à rubrica do programa”. (Agência Brasil)
(imagens reprodução) O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ofereceu ajuda…
(imagem divulgação) Em SP - Até o dia 01 de outubro de 2026 (quinta-feira), a…
(imagem reprodução) Uma noite, um palco e dois shows completos de dois dos nomes mais…
(foto rogério capela - arquivo pmc) Carlos Gomes não está apenas nos livros de história…
(foto divulgação) Campinas recebe no domingo, 27 de setembro, uma edição do Cine Libras, iniciativa…
Pastor que chutou nossa senhora aparecida (imagem reprodução) O projeto de evangélicos de retirar Nossa…