Cia. Mungunzá apresenta ‘Poema Supenso para uma Cidade em Queda’ na Caixa Cultural São Paulo

Em São Paulo – De 3 e 19 de fevereiro, a Cia. Mungunzá realiza na Caixa Cultural São Paulo apresentações das suas duas mais recentes montagens. Baseada em histórias e experiências pessoais dos atores, Poema Supenso para uma Cidade em Queda, tem direção de Luiz Fernando Marques (integrante do Grupo XIX) e mostra um pouco o sentimento de imobilidade que atinge muitas pessoas nos dias de hoje.

Já a montagem infantil Era uma Era, primeiro espetáculo do grupo voltado para o público infanto-juvenil, tem direção de Verônica Gentilin e conta as desventuras de um rei que tenta, a qualquer custo, fazer parte da história e, para tal, documenta toda a fundação do seu reino e seus feitos. Os espetáculos acontecem de sexta-feira a domingo, às 15 horas (infantil) e 19h15 (adulto).

Poema Suspenso para uma Cidade em Queda narra o drama dos moradores de um condomínio que tiveram suas vidas estagnadas logo após um bizarro acidente: uma pessoa caiu do topo do prédio, mas seu corpo nunca tocou o chão. Mesmo depois de muito tempo, cada personagem continua preso a uma experiência pessoal que não consegue resolver ou dar por completa – como uma gravidez quase eterna.

A ideia é criar uma história sobre as sensações contemporâneas de suspensão e paralisia diante do mundo. Cada espaço do andaime móvel representa um apartamento. Fazem parte do elenco Verônica Gentilin, Virginia Iglesias, Lucas Bêda, Marcos Felipe e Sandra Modesto.

A peça infantil Era uma Era é uma adaptação atualizada e tecnológica da obra “O Decreto da Alegria”, do escritor mineiro Rubem Alves. Líder do Grande Reino Ainda Sem Nome, o rei Barba Rala está disposto a qualquer coisa para entrar para a História. Ele só precisa dar um nome para seu território. No entanto, isso só será possível quando completar o registro de 100 páginas no Grande Livro de Autos. Às vésperas do reconhecimento, um suspeito incêndio destrói esse livro, e os habitantes do reino precisam recomeçar toda a sua trajetória. Os tempos são outros: a tecnologia e o caos da era digital já dominaram a vida das pessoas.

A ideia da montagem é discutir as questões da memória, da tenologia e do desejo insaciável do homem de se tornar eterno. Fazem parte do elenco Verônica Gentilin, Virginia Iglesias, Lucas Bêda, Marcos Felipe, Sandra Modesto, Leonardo Akio e Pedro Augusto.

A entrada é gratuita. Mais informações na página da Caixa Cultural. (Carta Campinas com informações de divulgação)

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