Programas de culinária ajudam jovens a dedicir por uma carreira na cozinha

Por Verônica Lazzeroni Del Cet

Letícia Mingoni e Beatriz Domingues

Além dos tradicionais programas de culinária, torna-se cada vez maior o público que gosta e assiste programas de televisão que transmitem competições gastronômicas com participantes que não têm formação na área, mas que nutrem o gosto e têm como hobby cozinhar e preparar refeições ou sobremesas mais elaboradas, aliando criatividade com tentativas novas de misturar e inovar os ingredientes do processo culinário.

Programas como ‘MasterChef’, transmitido em diversos países incluindo Brasil, agradam e de certa forma corroboram para com que muitos “se arrisquem’’ na cozinha. Além disso, os programas de TV e sites na internet que prezam por informações sobre saúde e bem-estar acabam servindo como canais para receitas novas e exóticas. Atenta a esses programas, Letícia Mingoni, 24 anos, quando criança acompanhava sua mãe na preparação de “quitutes”, despertando sua curiosidade em aprender a preparar tortas, bolos e sobremesas. “Minha avó e minhas tias também sempre dominaram muito bem a arte de cozinhar, o que só cativou ainda mais o meu interesse pela área”, diz.

Letícia

Letícia, que possui formação em relações públicas, se arriscou em fazer ovos de páscoa com colegas da universidade e desde então não parou mais de diversificar seus preparos culinários, investindo na área com criatividade e novas receitas. Influenciada pelos programas de culinária, inclusive o conhecido “MasterChef”, Letícia Mingoni relata que busca adotar técnicas e receitas novas aprendidas em canais de comunicação que exibam programas culinários. Ela também destaca que a tendência com a alimentação saudável faz com que pessoas busquem receitas e preparos de alimentos diferentes. “Acredito que a disseminação de informações a respeito da influência da nossa alimentação à nossa saúde desperta maior interesse nas pessoas em querer preparar seu próprio alimento”, diz Letícia.

Mais do que simplesmente aprender a cozinhar, os programas gastronômicos transmitidos também provocam mudanças nos tipos de alimentos consumidos pelo público que assiste. Segundo Beatriz Domingues, 24 anos, estudante de gastronomia, as próprias escolas que oferecem cursos de culinária prezam pelo uso de produtos naturais e destacam alternativas saudáveis e saborosas usando produtos orgânicos, alimentos cujo consumo está em alta. “Vejo pela escola onde faço o curso de gastronomia e alta cozinha. Eles prezam muito pelo preparo desde o início e nunca usando produtos industrializados”, conta.

Beatriz atenta para o fato de que essa atitude é comum para escolas de gastronomia, mas não em restaurantes, afinal, o custo ficaria alto e não seria prático. A estudante, que antes de iniciar o curso estudava biologia na Unicamp, decidiu investir em uma habitual paixão e cuja origem vem do tempo em que acompanhava sua avó italiana na cozinha, durante a preparação de saborosos alimentos. Após pesquisas, passou a enxergar um gosto antigo como uma possibilidade de carreira. “Pesquisei muito antes de tomar essa decisão, fui conhecer muitas escolas e faculdades e optei por uma que abrangia tudo que eu desejava fazer”, conta Beatriz.

Na cidade de Campinas, há distintas opções de escolas de culinárias com cursos que atendam do público infantil até adultos. O instituto gastronômico IGA atende desde o público que almeja cursos rápidos até cursos mais específicos, como o de confeitaria, ramo no qual Letícia e Beatriz pretendem investir mais esforços. “Fui para o exterior recentemente e tenho planos de ir morar lá com meu noivo. Nessa viagem pudemos perceber que lá essa parte de pâtisserie/confeitaria é muito forte, eles adoram e têm grandes chances, então quero arriscar”, contou Beatriz. Há também escolas como Corina Gastronomia Escola com cursos voltados para a preparação de mão de obra básica no ramo gastronômico.

Animadas, tanto Beatriz como Letícia pretendem seguir na área acreditando na importância do consumo de produtos naturais e, consequentemente, na importância de uma alimentação saudável. “Acredito que todos deveriam saber fazer o básico, pois comer é algo primordial e saber preparar um alimento de forma saudável e saborosa é algo muito prazeroso e gratificante, nosso organismo agradece”, diz Beatriz.

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