Fiesp apoiou o golpe, mas indústria continua a demitir. Agora, vai para Cuba fazer negócios.

A Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), liderada por Paulo Skaf (PMDB-SP), e que teve um amplo protagonismo no golpe jurídico-parlamentar deste ano, continua a demitir trabalhadores e já espera fechar 2016 com 165 mil vagas a menos no setor.

O golpe dividiu a sociedade, estabeleceu uma guerra política, rompeu as regras democráticas e continua a trazer prejuízos principalmente para indústria não associada a grupos políticos.

O nível de emprego da indústria paulista em setembro recuou 0,51% em relação a agosto, com a perda do equivalente a 11.500 vagas de trabalho. No terceiro trimestre de 2016, a perda acumulada é de 29.000 postos, e no ano, de 86.000.

Os dados, divulgados nesta terça-feira (18/10), são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, realizada pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).

Paulo Francini, diretor de pesquisa da Fiesp, diz que, somando as 235.000 demissões de 2015, a perda total atingirá 400.000 vagas em dois anos. “É uma tragédia”, diz Francini. “E é uma tragédia que não chegou ao final.”

A perda de postos de trabalho deste ano para o mês de setembro só é menor, na série histórica iniciada em 2006, que a de 2015. Para tentar reverter a situação, vai fazer uma missão em Cuba entre 30 de outubro e 05 de novembro.

Dos 22 setores pesquisados, houve queda do nível de emprego em 13 (59%). Quatro permaneceram estáveis, e cinco apresentaram comportamento positivo. Esta distribuição é diferente da observada no ano de 2015, quando os setores negativos foram 19, os positivos, 2, e 1 apresentou estabilidade.

Não há, explica Francini, nenhum setor que se destaque. A queda acumulada do PIB brasileiro, de cerca de 8% entre 2015 e 2016, é semelhante à que ocorre em países em guerra, diz o diretor do Depecon. “E num país em guerra, quem mais sofre é a sociedade.”

Pequenos e médios industriais estão pagando o pato da Fiesp com redução das vendas e a demissão de trabalhadores. Com as propostas de concentração da renda do governo Temer, a indústria deverá ser ainda mais afetada. (Carta Campinas com informações de divulgação)

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