Eventos marcam Dia de Luta pela Descriminalização do aborto na América Latina

Em São Paulo – Hoje (28), é dia de Luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e no Caribe. Para dar visibilidade ao tema, organizações feministas promovem um dia inteiro de discussão na internet. A virada, que vai até as 19h, terá entrevistas, transmissões ao vivo no Facebook e divulgação de informações.

Os debates podem ser acompanhados pela hashtag #PrecisamosFalarSobreAborto no Facebook, ou na página do evento. Entre as convidadas para participar da virada estão: Djamila Ribeiro, Secretária Adjunta de Direitos Humanos de SP; Marcia Tiburi, filósofa; Nadine Gasman, da ONU Mulheres; Carol Patrocinio, jornalista eThalma de Freitas, atriz e cantora.

Em entrevista à TVT, a organizadora da virada virtual, Joyce Berth, explica como surgiu a convocação para o evento. “A gente entende que tem muita coisa para ser discutida e não tem visibilidade na mídia, nas campanhas políticas também não se toca nesse assunto e os números são bastante alarmantes, em relação as mortes por aborto clandestino e desinformação geral das meninas mais jovens.”

Segundo Joyce, nos tempos atuais de conservadorismo é difícil abordar o tema do aborto, pois “as pessoas não estão bem informadas a respeito do aborto”. “O primeiro tópico é ‘descriminalizar o aborto não é incentivar mulheres para fazerem o aborto’, é garantir às mulheres que vão fazer aborto, quando for necessário, sejam acolhidas com segurança, para evitar mortes (decorrentes de complicações do procedimento, quando realizado em condições precárias). Mas também junto com essa campanha pela descriminalização, fazemos uma campanha para o planejamento familiar, para uso de anticoncepcionais, sobre prevenção, para que não tenha que fazer um aborto.”

A organizadora afirma que a luta é pelo poder de decisão da mulher sobre seu corpo. “A partir do momento que você não tem o amparo do Estado, você fica numa condição de mãos atadas. Penalizar o aborto, fazer uma mulher que aborta ser considerada criminosa é a pior saída possível, porque o aborto é sempre uma coisa traumática na vida de uma mulher. Criminalizar é a pior solução possível.”(Da RBA)

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