Para eles, Moro cometeu falhas graves ao privar Lula de sua liberdade por instrumento “não previsto em lei”. Pior do que isso, ele monitorou a defesa técnica do ex-presidente e “usurpou a competência do STF” levantando o sigilo de conversas telefônicas.
Para os advogados, é inadmissível que o juiz tenha participado do lançamento de um livro sobre a Operação Lava Jato, com os direitos autorais já vendidos à Netflix para a produção de uma série. Eles também se queixam da participação de Moro em eventos com políticos que são adversários ideológicos do ex-presidente, como o candidato tucano à prefeitura de São Paulo, João Dória Júnior.
“O juiz não reúne condições de realizar um julgamento justo e imparcial em relação a Lula”, acreditam os advogados. Eles contestam a versão de Moro de que a divulgação das conversas interceptadas tenha sido um simples erro. “Não se trata apenas de um erro, mas de todo um conjunto de medidas arbitrárias e abusivas contra uma pessoa escolhida para ser investigada”.
“A parcialidade do juiz Moro fere os direitos fundamentais de Lula. O tema também é objeto de comunicado feito ao Comitê de Direitos Humanos da ONU no último dia 28/07/2016”. (DO GGN)
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