Mas vale a pena uma reflexão, apenas uma reflexão, principalmente se você anda meio preocupado com o avanço do conservadorismo evangélico fundamentalista dentro dos parlamentos e do Estado brasileiro. Um fundamentalismo fisiológico e que se apresenta totalmente alinhado à extrema direita.
É certo que objetivo principal dos partidos é o Poder Executivo, claro. É no executivo que os partidos executam seus programas de governo, têm recursos para definir prioridades, etc.
Mas desde o início do processo do impeachment de Dilma Rousseff (PT), ficou evidente que é necessário mudar bastante a percepção sobre o parlamento (câmaras de vereadores, assembleias legislativas e o Congresso Nacional).
A presença de Eduardo Cunha (PMDB) como líder parlamentar e o show de horror que foi a votação do impeachment na Câmara acenderam um sinal de alerta. Inegável que os eleitores precisam prestar mais atenção no Poder Legislativo.
É claro que parece um absurdo um ex-senador, um ex-prefeito e uma ex-prefeita se candidatarem ao cargo de vereador. Mas imagina a revolução política que poderia acontecer com isso.
Se fechada uma boa coligação progressista, por exemplo, na cidade de São Paulo, é possível que a presença desses candidatos deem maioria dentro da Câmara de Vereadores. Uma eventual vitória progressista no Executivo teria apenas como oposição membros do MP de São Paulo e da grande mídia, o que já é uma oposição e tanto.
Mas mesmo que o prefeito eleito não seja do campo progressista, ele terá de negociar inevitavelmente com essa maioria parlamentar, permitindo bons avanços sociais para toda a cidade.
Mas isso é só um exemplo. O importante é entender como o campo mais avançado da sociedade vai encarar as próximas eleições, sejam as municipais ou as que definem as assembleias legislativas e a Câmara Federal (e o Senado).
Talvez essa reflexão seja importante para que o Brasil não retroceda 50 anos em 5.
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