Rede de Médicos repudia ministro da Saúde financiado por planos privados

Diante das declarações do novo ministro da Saúde, Ricardo Barros, a Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares soltou uma nota repudiando as últimas declarações de Barros ao jornal Folha de S. Paulo, publicado no dia 17 de maio. O ministro foi eleito com financiamento de empresas de planos privados de saúde, que se beneficiam do sucateamento do SUS (Sistema Único de Saúde).

Para a Rede, os posicionamentos apresentado pelo ministro, como o subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS), nada mais são do que opções políticas em não garantir o papel do Estado enquanto fornecedor de saúde pública de qualidade à população, como previsto na Constituição.

“A gravidade do projeto anunciado pelo ministro é a redução do acesso a assistência a saúde pública, que compromete o caráter universal do SUS e coloca milhões de brasileiros a uma diminuição da oferta de medicamentos, vacinas, transplantes de órgãos, consultas em atenção básica e em serviços de urgência e emergência”, afirma trecho da nota.

Em outra nota, diversas entidades ligadas à saúde, como Abrasco, Abrasme, Cebes e Inesc também criticam as declarações de Barros. (Saúde Popular; edição Carta Campinas)

Confira o manifesto na íntegra:

Nota de repúdio aos ataques constitucionais do direito a saúde pública

A Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares repudia o pronunciamento do atual ministro da saúde Ricardo Barros (PP-PR) feito ao jornal Folha de São Paulo no dia 17 de maio de 2016.

Em sua declaração o ministro afirma que irá repensar o tamanho do SUS devido a restrição do orçamento da União. O subfinanciamento do SUS é, independente de cenário de crise ou não, uma opção política adotada pela negação do papel do Estado em garantir o direito ao acesso a saúde pública. O ministro intera que é melhor quanto mais pessoas puderem ter plano de saúde. Trata-se portanto de uma política neoliberal, que retira obrigações das receitas estatais destinadas às políticas públicas e coloca como responsabilidade individual a garantia desse direito.

A gravidade do projeto anunciado pelo ministro é a redução do acesso a assistência a saúde pública, que compromete o caráter universal do SUS e coloca milhões de brasileiros a uma diminuição da oferta de medicamentos, vacinas, transplantes de órgãos, consultas em atenção básica e em serviços de urgência e emergência. É um anúncio grave da limitação da cidadania e de um direito que foi conquistado pela luta do povo brasileiro nos anos 80 e garantida constitucionalmente.

A Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares se coloca em luta para não permitir qualquer retrocesso nos direitos que foram duramente conquistados pelo povo e que estão em ameaça neste governo Temer.

Direito conquistado,ninguém retira!

Recent Posts

Senado aprova o fim da lista tríplice para escolha de reitor das universidades

(foto senado federal) Uma vitória da ciência e da autonomia universitária contra o autoritarismo. O…

8 hours ago

Pensador Michael Löwy faz palestra em evento na Unicamp

(imagem reprodução) A ADunicamp sediará, no dia 11 de março, o seminário “Intelectuais, Sociedade e…

12 hours ago

Sexta-feira 13 terá madrugada de terror dentro do museu com cinema e performances

(imagem divulgação) Uma madrugada inteira dedicada ao terror e à ocupação cultural de um espaço…

18 hours ago

Verônica Ferriani e Alfredo Del-Penho cantam Cartola em show em Campinas

(foto marina cabizuca - divulgação) A cantora Verônica Ferriani e o músico Alfredo Del-Penho cantam…

19 hours ago

Ministra das Mulheres participa do lançamento de cartilha sobre direitos da mulher em Campinas

Márcia Lopes (imagem fábio rodrigues pozzebom - ag brasil) Publicação produzida pela ADunicamp em parceria…

20 hours ago

Governo Tarcísio acaba com 2.814 cargos de professores do ensino técnico

(imagem reprodução) O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) intensificou o processo de redução do serviço…

20 hours ago