Neste contexto, a Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp tenta alternativas para melhorar a formação do médico e criou o curso Teatro para o ensino da relação médico-paciente, no qual os alunos têm aulas de teatro aplicadas à formação médica. O médico Marco Antonio de Carvalho Filho, que ministra o curso, acredita que o aluno deve se comprometer com a aquisição de habilidades de comunicação para guiá-lo ao universo do paciente. As artes plásticas também são usadas na formação dos alunos da Unicamp.
Para o médico Jamiro da Silva Wanderley (foto), responsável pela disciplina, os professores de medicina estão acostumados a desenvolver estratégias pedagógicas para o ensino de bioquímica, anatomia, clínica, cirurgia, pediatria, etc. Mas, nos últimos anos, houve uma fragmentação dos estágios curriculares e pulverização dos modelos de prática. “O tempo de exposição dos alunos a cada professor diminuiu. Para abordar este problema precisamos modificar nossas práticas pedagógicas e aprender com outras profissões que tenham desafios semelhantes”, disse em notícia divulgada pela própria Faculdade de Medicina.
Para Jamiro, de acordo com a reportagem, os profissionais do teatro estão acostumados a treinar as pessoas a se colocarem no lugar de outras, mantendo sua individualidade ao longo deste processo. O ator mergulha no personagem para reinventá-lo com sua leitura, assim como o médico tenta ajudar o paciente a ressignificar sua vida a partir da nova realidade da doença.
Ele também ressalta que no jogo teatral da improvisação, o ator tem um script prévio, que será adaptado a realidade da cena. O ator se utiliza da inteligência cênica, para garantir que os objetivos estão sendo alcançados. Na consulta médica, o médico ou o estudante de medicina tem um script da consulta e da doença, que será adaptado à realidade do paciente e da própria consulta.
Para Marco Antonio de Carvalhos Filho, o diálogo é a pedra fundamental do trabalho do médico. Ele reforça que durante a entrevista com o paciente é preciso desenvolver o vínculo, inspirado pela confiança e amizade, obter informações a respeito da vida do paciente e de suas doenças, formular o diagnóstico e suas implicações, identificar os elementos que serão utilizados no plano terapêutico, comunicar isto tudo ao paciente de forma gentil e generosa, e, finalmente, estar disponível para negociar todas estas etapas com o maior interessado, que é o próprio paciente. (Carta Campinas com texto de assessoria)
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