“Quinta no Museu” terá exposições e música com João Arruda e Bateria Alcalina

Na próxima quinta-feira, 17, o Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC) receberá, a partir das 17h, mais uma edição do “Quinta no Museu”, que traz aos visitantes diversas linguagens artísticas, entre elas as exposições “Paisagem Silenciosa” e “Pintura nos Anos 60” e a apresentação da Expressão Cia. De Dança.

As atrações musicais ficam por conta do violeiro João Arruda e da Bateria Alcalina, que reúne samba com os ritmos africanos, e os corais da Sociedade Hípica de Campinas e dos Funcionários da Prefeitura Municipal de Campinas. Há também uma praça de alimentação com os pratos dos “Food Trucks”.

Nascido na cidade de Campinas, João Arruda é considerado um dos jovens promissores músicos da linha da viola brasileira comprometido com a valorização e recriação de temas e canções da cultura popular brasileira. Em 10 anos de carreira já se apresentou em diversos países da Europa e América Latina levando sua arte.

A Bateria Alcalina nasceu em 2003, em Campinas, com um trabalho de expressão musical popular e um repertório que mistura elementos de diversas manifestações carnavalescas brasileiras, criando uma festa popular de rua envolvente e descontraída. Além do samba, interpreta diversos ritmos afro-brasileiros adaptados para a formação de bateria de escola de samba. Estão no repertório ritmos tradicionalmente tocados com atabaques, alfaias, djembês e outros instrumentos que são adaptados para surdos, caixas, repiniques, tamborins, chocalhos, reco-recos, pratos, timbau e agogôs de quatro bocas: maculelê, coco, afoxé, samba reggae, funk, carimbó e ritmos criados pelo grupo.

A exposição “Paisagem Silenciosa”, do fotógrafo Martinho Caires, propõe um itinerário pela solidão urbana e uma imersão no discurso do silêncio’. São mais de 30 fotos, concebidas em momentos distintos da trajetória do fotógrafo. Entre elas estão tanto imagens da década de 1990, obtidas com equipamento analógico, como fotos digitais, produzidas desde o início do século XXI. A exposição permite ao observador acompanhar a evolução do olhar crítico do fotógrafo sobre o que significa ser humano no ecossistema urbano. A curadoria tem assinatura de Ligia Testa, produtora cultural e responsável pela concepção e organização de várias mostras individuais e coletivas.

A exposição “Pintura dos anos 60” é composta por 42 obras de 15 artistas plásticos. Sendo 20 pinturas, de diversas técnicas, dos artistas Humberto Espíndola, Wanda Pimentel, Maria Helena Motta Paes, Charlota Adlerova, José Roberto Aguilar e Carlos Paez Vilaró. Também 12 desenhos de Oscar Ramos Antônio Manuel, Gundermano Lizarraga e Sérgio Berber. E 10 esculturas dos artistas Geraldo Jürgensen, Décio Leite Cruz, Takeo Shimizu, José Vieira, Souza Netto, e Luis Figueiredo.

O recorte no acervo do MACC contextualiza os anos 60 e ilustra a importância da arte brasileira na luta contra o estruturalismo e outros “ismos” políticos e sociais. Retrata a tendência figurativa e as preocupações estéticas que todos os artistas tinham em comum, também expressa caráter debochado, crítico e altamente polêmico nas artes visuais que conjecturam uma sociedade urbana de consumo e de linguagens de meios de comunicação massiva.

A Espaço Expressão Cia. de Dança apresenta o projeto “Rememorações do Chão” que investiga corporalmente e socialmente as pulsações advindas da natureza e da cultura do povo do Vale do Paraíba.

Resgata as sensações de contato dos pés no chão, da fluidez do rio, do alimento gerado nesta terra que faz surgir algo novo na contemplação das forças naturais do lugar, no olhar para essa comunidade que canta junto possíveis diferenças e festeja formas simples de viver. As sensações, os sentimentos, as recordações e a dança são celebrados para sustentar a memória do que foi construído num caminho de séculos por tropeiros, índios e escravos.

Na criação do espetáculo, além de uma pesquisa histórica aprofundada sobre a vida do caipira do Vale do Paraíba, os bailarinos foram levados a suscitar as memórias corporais do lugar onde nasceram e cresceram ou de suas lembranças da região.

A trilha sonora, composta por compositores regionais (como o grupo Piraquara) e grandes nomes da música que cantam a vida do caipira, também é composta por depoimentos de moradores de diversas cidades do Vale, o que permite entrar em contato com o modo de vida da região.

A entrada é gratuita. (Carta Campinas com informações de divulgação)

“Quinta no Museu”
Quando: 17 de Dezembro (Quinta-feira)
Horário: 17h às 22h
Onde: Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC) – Av. Benjamin Constant, 1633, Centro – Campinas
Entrada gratuita

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