Islândia tem a internet mais livre do mundo; Brasil está ao lado do Quênia

A liberdade de acesso à internet retrocedeu pelo quinto ano consecutivo em todo o mundo, de acordo com um relatório divulgado hoje (28) pela Freedom House que aponta “recuos notáveis” na Líbia, Ucrânia e França.

Quase seis em cada dez pessoas (58%) em todo o mundo vivem em algum país onde internautas ou bloggers foram presos por terem compartilhado online conteúdos de conotação política, social ou religioso, diz o relatório anual da organização não governamental (ONG) de defesa de direitos humanos.

A liberdade de expressão na internet caiu em 32 dos 65 países analisados pela Freedom House desde junho de 2014. Foram registrados “declínios notáveis” na Líbia, França e, pelo segundo ano consecutivo, na Ucrânia, devido ao conflito territorial e à “guerra propagandística” com a Rússia, diz a Freedom House em comunicado.

Segundo a Freedom House, 14 governos, de um total de 65 países, aprovaram leis ao longo do ano passado para reforçar a vigilância online. A China apresenta a pior marca do relatório (88 pontos), enquadrando-se no conjunto de 19 países ‘não livres’, atrás da Síria e do Iraque.

O país melhor posicionado é a Islândia, com 6 pontos, seguida da Estônia, Canadá, Alemanha, Austrália, Estados Unidos, Japão e Itália. O Brasil divide a 18ª posição do ranking, ao lado do Quênia, ambos com 29 pontos e no limite da classificação de país com internet livre.

“A posição da França caiu, pricipalmente, por causa das problemáticas políticas adotadas após os atentados terroristas ao [jornal satírico] Charlie Hebdo” em janeiro, explica a organização.

A ONG cita, como exemplo, uma lei aprovada pelo Parlamento francês, em junho, que reforça os poderes dos serviços de informações, em nome da luta contra o terrorismo. A lei define um regime de autorização e de controle de técnicas de espionagem, como escutas, vigilância com câmaras ocultas ou acesso a redes de telecomunicações.

Apesar da queda, a França ocupa a nona posição entre os 18 países classificados como livres – com 24 pontos contra 20 em 2014, em uma escala em que 0 reflete o mais alto grau de liberdade.

A Líbia, está entre as 28 nações ‘parcialmente livres’ e viu a sua pontuação no ranking cair, depois de junho do ano passado, devido “à inquietante violência contra bloggers, novos casos de censura política e aumento nos preços de serviços de internet e celular”.

Depois da primavera árabe de 2011 e do papel desempenhado à época pelas redes sociais, a maioria dos países do Magrebe (noroeste da África) e do Oriente Médio reforçou o controlo sobre a internet, de acordo com o relatório, que avaliou o período compreendido entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2014. (Agência Lusa)

Recent Posts

Desemprego no Governo Lula divulgado após as eleições é o menor da série histórica

(foto valter campanato - ag brasil) Na mesma semana em que venceu as eleições presidenciais…

10 hours ago

Luedji Luna apresenta o show da turnê ‘Um Mar Pra Cada Um’ em Campinas

(foto henrique falci - divulgação) Reconhecida como uma das vozes mais expressivas da nova geração…

14 hours ago

Festa a fantasia reúne rock, funk e indie com Tuany, Catarina Jones, Leo Passag e Ivo e os Passageiros

Tuany (foto pietro leonardi - divulgação) Quatro atrações e diferentes vertentes do rock se encontram…

14 hours ago

Edição temática da Feira Cult na Sala dos Toninhos inclui tour guiado por túnel mal-assombrado

(foto fernanda sunega - divulgação) Neste sábado (31), das 12h às 19h, Campinas recebe uma…

14 hours ago

CCLA completa 125 anos de preservação da memória artística e cultural em Campinas

(fotos rogério capela - pmc) O piano de Carlos Gomes e uma colher de pedreiro…

15 hours ago

Cineteatro no Centro de Campinas inicia programação gratuita com filmes nacionais

A partir desta semana, o público passa a contar com um novo espaço para a…

1 day ago