Por Wanderley Garcia
Da Esplanada dos Ministérios, acompanhei a posse do primeiro (e até agora único) operário presidente da República no Brasil. E ouvi, dos autofalantes instalados no imenso gramado idealizado por Lúcio Costa, o discurso de posse de Lula e sua promessa de lutar pelo fim da miséria no Brasil e garantir uma mesa digna para todos os brasileiros.
Parece uma promessa boba, pois todos políticos a fazem de uma forma ou de outra. Todos aparecem em nossas telas dizendo lutar pelos mais pobres, valorizar saúde, educação, vida digna para todos. Mas quem é que coloca essa meta no centro de seu governo?
Lula não foi um revolucionário, nunca foi. Até mesmo a ditadura sabia disso. Conciliador, nunca perdeu de vista seus objetivos, embora tenha preferido abrir mão de uma série de ações em seus dois governos para garantir que o principal fosse conquistado e o país não voltasse às mãos dos entreguistas neoliberais.
Foi assim no campo da comunicação, onde o máximo que conseguimos foi realizar uma Conferência Nacional no oitavo ano do governo. E suas propostas jamais foram encampadas pelo governo Dilma. Em vários outros setores isso também ocorreu.
Mas nenhum outro governo promoveu (e aí devo colocar também o governo Dilma) tanta inclusão social, tanta gente saindo da miséria e vindo pra dignidade, tanto negro na escola, tanto gay beijando na rua, tantas mulheres se vendo como cidadãs, tantos brasileiros tendo direitos iguais e sendo respeitados nas suas diferenças.
Ainda me emociono ao lembrar daquele primeiro de janeiro. Tenho muito a reclamar do que foi feito e do que não foi feito de lá até hoje. Mas tenho muita alegria de ver meu país melhorar tanto. E tenho orgulho de ter vivido isso.
Por isso, mando meus parabéns ao companheiro Lula. E espero que no dia primeiro de janeiro de 2019 estejamos novamente juntos para mais um ciclo de inclusão social no nosso Brasil.
Wanderley Garcia é jornalista e professor de jornalismo
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