Ana Perugini é a única deputada da região a votar contra o ‘financiamento empresarial’

O Plenário da Câmara dos Deputados concluiu as votações, em segundo turno, da proposta de emenda à Constituição da reforma política (PEC 182/07). Na votação desta quarta-feira (12), os deputados aprovaram o financiamento de campanhas com doações de pessoas físicas a candidatos e a partidos e “doações” de empresas a partidos. O texto foi aprovado por 317 votos a 162.

Na região de Campinas, a única deputada federal a votar contra o financiamento empresarial foi Ana Perugini (PT). Essa foi a segunda votação.

Os deputados Carlos Sampaio (PSDB) e Luiz Lauro (PSB), ambos também eleitos pela região de Campinas, votaram novamente a favor do financiamento eleitoral por empresas. O ‘financiamento por empresas’ é conhecido como corrupção legalizada, visto que empresas não doam, mas investem. Roberto Alves (PRB) e Vanderli Marcris (PSDB) também votaram pela interferência de empresas nas eleições. Paulo Freire (PR) não aparece na lista. Veja como votarão todos os deputados.

Inicialmente, destaques do PT e do PPS pediam a retirada apenas da parte do texto que permite a doação por empresas. No entanto, esses destaques foram indeferidos após decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, na qual acatou questão de ordem dos deputados Leonardo Picciani (PMDB-RJ) e Mendonça Filho (DEM-PE).

Para garantir a votação em dois turnos do tema, o artigo todo foi votado novamente e não somente a parte pretendida pelos partidos contrários ao financiamento privado de campanhas.

No primeiro turno, a matéria foi aprovada por 330 votos a 141. Com o encerramento das votações em segundo turno, a PEC será enviada ao Senado.

Aspectos da reforma política conservadora podem ser anulados. A votação em primeiro turno sobre o financiamento de campanha está em contestação no Supremo Tribunal Federal (STF), que foi acionado pelos partidos contrários ao financiamento privado.

A ministra Rosa Weber negou pedido de liminar de 61 deputados questionando a votação, mas o Pleno do STF poderá julgar novamente o caso. Os deputados questionaram a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de colocar em votação nova emenda sobre o tema depois que texto semelhante foi rejeitado por insuficiência de votos. (Carta Campinas e Agência Câmara)

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