O estudo tem como objetivo analisar, de forma mais aprofundada, os aspectos relacionados à duração, à qualidade e aos distúrbios do sono, principalmente a apneia do sono, a sonolência e o cochilo diurnos. A investigação é multidisciplinar e envolve pesquisadores da neurologia, otorrinolaringologia, saúde coletiva e enfermagem.
A novidade da pesquisa é levar versões portáteis dos exames de polissonografia e actigrafia aos domicílios das pessoas que participarão da pesquisa. Ambos os exames são de alto custo e não ainda não estão disponíveis aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), em Campinas e Região Metropolitana.
“A polissonografia registra as ondas cerebrais e ajuda o médico especialista a identificar as fases do sono. Com a ajuda de eletrodos também é possível registrar o sono REM – quando o individuo cai em sono profundo e mexe bastante os olhos – a saturação de oxigênio no sangue, a respiração e os movimentos do corpo”. A actigrafia, por sua vez, é realizada com a utilização de um equipamento muito similar a um relógio, o actígrafo. Ele é muito valioso para estudar o ritmo natural de sono de uma pessoa, ao registrar os movimentos dos braços. O exame permite construir um gráfico do ritmo de sono. Durante a utilização do actígrafo é solicitado que o paciente escreva um diário do sono, com o registro pessoal dos horários de dormir e acordar”, explica enfermeira Maria Filomena Ceolim, da Faculdade de Enfermagem (FEnf) e uma das pesquisadoras do ISACamp Sono.
A neurologista Tânia Aparecida Marchiori de Oliveira Cardoso, coordenadora do ISACamp Sono, disse que o estudo com essa grande base populacional é altamente relevante para se entender o comportamento, a frequência e prevalência dos distúrbios e doenças do sono.
“Uma vez sinalizados os principais problemas de sono da população e identificados os subgrupos demográficos e sociais mais vulneráveis, fica mais fácil o delineamento de políticas públicas”, observa a coordenadora do ISACamp, Marilisa Berti de Azevedo Barros.
Os domicílios visitados serão os mesmos do projeto ISACamp e foram escolhidos de acordo com as regiões censitárias previamente definidas pelo IBGE. A pesquisa é inédita no país e recebe apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). (Carta Campinas com informações de divulgação)
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