Câmara de Campinas terá ato contra a intolerância entre as religiões

Nesta quarta-feira, 21 de janeiro, Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, representantes de diversas religiões se reunirão em ato na Câmara Municipal, às 9 horas de quarta. O objetivo é comemorar a data, instituída em 2007 por lei assinada pelo ex-presidente Lula (nº 11.635), promover a integração entre as religiões e transmitir mensagens de paz para todas as pessoas.

Entre as religiões convidadas estão budismo, catolicismo, islamismo, candomblecismo, brahma-kumaris, judaísmo e umbandismo. A abertura do ato ficará por conta de Salete Aquino, coordenadora da URI (Iniciativa das Religiões Unidas), seguida de falas dos presentes. Há expectativa, ainda, da elaboração de um documento coletivo pedindo respeito a todas as religiões. A Constituição Federal (artigo 5º, inciso VI) garante o tratamento igualitário a todos os seres humanos, quaisquer que sejam suas crenças. Atitudes agressivas, ofensas e tratamento diferenciado em função de crença são crimes.

A iniciativa do encontro é do vereador Carlão do PT, que tem atuado no combate ao racismo e à discriminação religiosa. Uma das ações do vereador Carlão do PT em colaboração ao combate à discriminação religiosa é o Projeto de Lei Ordinária (nº 157/ 2013), que pretende proibir perguntar sobre religião em questionários de emprego, admissão ou adesão a empresas públicas e privadas, sociedades e clubes. O PL foi aprovado em primeira discussão (quanto à legalidade), em fevereiro de 2014, e deve voltar à pauta da Câmara para discussão do mérito. Se aprovado pelo Legislativo, ainda dependerá de sanção do prefeito para entrar em vigor.

Sobre a data

O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa foi instituído com objetivo de coibir atitudes discriminatórias, como a ocorrida com Mãe Gilda (candomblecista), personagem de um dos casos mais marcantes de preconceito religioso no país. Em outubro de 1999, o jornal Folha Universal estampou em sua capa uma foto da Iyalorixá Gildásia dos Santos e Santos (Mãe Gilda) trajada com roupas de sacerdotisa para ilustrar uma matéria cujo título era: “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes”. Pouco depois, a casa de Mãe Gilda foi invadida, seu marido foi agredido verbal e fisicamente, e seu terreiro foi depredado. Mãe Gilda não suportou os ataques e, após enfartar, faleceu no dia 21 de janeiro de 2000.

Serviço: O encontro entre religiosos será realizado dia 21 de janeiro de 2015, das 9h às 11h, no Plenário da Câmara Municipal, com transmissão ao vivo pela TV Câmara (canal 4 da Net).

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