Na polêmica do professor exibicionista, a culpa é da vítima que recebeu a foto

A falta de privacidade e o exibicionismo tomaram conta da internet há tempos, mas a última polêmica sobre o professor que mandou fotos do seu pau para mulheres sem consentimento, parece confundir muita gente.

Popular na internet, o professor branco e bem de vida parece receber o apoio de muitos esquerdistas, por ter sido violada sua intimidade.  A Imagina uma mulher encontrar um cara, um conhecido, um amigo, com um pau de fora na rua e depois ser acusada de ter violado a intimidade dele.

Ora, postou na internet já é público. Pergunte a NSA, ao Yahoo, ao Google? Virou até piada. Mas o melhor lugar para mostrar as partes íntimas masculinas talvez seja uma revista especializada. Lá, há um acordo explício entre que mostra e quem olha. Essa é uma regra básica para não se culpar as mulheres pela violência que sofreu.

Agora, se o professor está sendo vítima de algo que foi consentido, livre e de comum acordo,  aí deve vir a público, esclarecer a situação, e processar os difamadores.

Veja trecho de texto da polêmica:

Feminista… até a página 2

E daí?, você pergunta. As feministas agora tão querendo ser moralistas, querendo impedir a transa, o sexo, dar de quatro, chamar de puta e de mandar foto de pau? Será que as feministas estão querendo acabar até com a putaria? Pois é, foi disso que muitas FEMINISTAS (até coloquei em letras grandes aqui pra você não ter dúvidas) acusaram as vítimas do professor. Disseram que era o cúmulo do moralismo querer parar com a sacanagem, com a putaria saudável.

Ver homens que se dizem aliados fazendo esse tipo de coisa não é surpreendente. O mais surpreendente de tudo isso é ver feministas ofendendo as vítimas, tirando sarro, dando nó em pingo d’água, defendendo o professor Idelber (que já excluiu seu perfil do Facebook, seja por vergonha ou por medo do escracho público), dizendo que as ‘feminazi’ querem acabar com o sexo saudável entre adultos. Na boa, gente, não há nada de saudável em mandar fotos do próprio pau para desconhecidas sem que elas peçam.

O comportamento do referido é típico do machista que acha que o mundo deve girar ao redor do pau dele e para quem não existe mulher dizendo ‘não’. Na cabeça dele, o mundo lhe deve obediência, portanto ele pode sim mandar a foto da sagrada piroca dele sem sentir culpa. Sem contar que as mulheres se aproximavam dele por admirarem seus discursos e suas posições pró-feminismo. E ele se aproveitava dessa ‘confiança’ prévia delas para começar o assédio.

Antes de tudo isso estourar, uma amiga querida já tinha me contado sobre esse cara e o que ele tinha feito com ela. E sabe o que aconteceu? Ela ficou se sentindo culpada pelo comportamento abusivo do professor. Entender que não é culpa nossa nessas situações não é uma tarefa fácil. E infelizmente tem gente que é incapaz de entender isso, de entender o quão incapacitante isso é. A gente tem que se virar com o sentimento de culpa porque acha que ‘o mundo é assim’.

Não é assim não, porra! NÃO PODE SER ASSIM! A mulher já é culpada por tudo. Por ser estuprada, por engravidar, por abortar, por ser assediada, pela violência que sofre! O que as pessoas que estão defendendo o professor – inclusive feministas – estão fazendo é simplesmente repetir o mesmo discurso de uma sociedade patriarcal que culpa as mulheres pelas violências que sofrem. Relações abusivas existem, sejam virtuais ou reais, e muitas mulheres não percebem que estão sofrendo abuso porque acham que é assim mesmo que tem que ser e que se tem algo errado a culpa é delas. (Texto integral)

 

 

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